A diretoria do São Paulo Futebol Clube vive um momento de tensão institucional após o protocolo de um pedido de afastamento liminar do presidente Harry Massis Júnior. O requerente, Carlos Sadi, conselheiro vitalício, substenta sua solicitação com a alegação de irregularidades na composição do Conselho de Administração, que, segundo seu entendimento, violaria o específico estatuto do clube.
De acordo com a legislação interna, o Conselho deve contar com, no mínimo, três conselheiros independentes. No entanto, Sadi afirma que apenas um conselheiro nessa condição se encontra ativo, o que poderia comprometer a legitimidade das deliberações desse colegiado. A situação, se confirmada, pode levar a uma revisão das decisões e ações tomadas até o momento.
Além do afastamento, o pedido de Carlos Sadi também solicita uma apuração acerca de possíveis gestões temerárias realizadas por Massis, uma vez que violações às normas estatutárias podem resultar em sua destituição. O documento foi formalmente enviado ao Conselho Deliberativo e à diretoria executiva do clube.
O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, agora deve encaminhar o pedido à Comissão de Ética para investigação e análise do caso. A comissão terá a responsabilidade de oferecer um parecer, que poderá contribuir para a continuidade ou não do mandato do presidente Massis.
No caso de uma recomendação favorável à expulsão, o assunto será levado ao julgamento do próprio Conselho Deliberativo, onde os membros poderão votar sobre o futuro do presidente. Harry Massis assumiu o cargo em janeiro de 2023 e sua gestão está prevista para se estender até dezembro de 2026, com novas eleições programadas para o triênio de 2027 a 2029.
Dentro deste contexto tumultuado, o São Paulo se prepara para enfrentar o Bahia em sua próxima partida válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto ocorrerá no dia 3 de maio, às 16h, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista.