O Conselho Deliberativo do São Paulo definiu punições duras contra Mara Casares e Douglas Schwartzmann após a votação que resultou na expulsão de ambos do quadro associativo do clube.
Os dois foram enquadrados pela mesma infração: gestão irregular e temerária, conforme previsto no regimento interno e na legislação esportiva.
No entanto, apesar do enquadramento semelhante, as punições tiveram diferenças importantes na consolidação dos votos.
No caso de Mara Casares, o item mais votado foi o que reconhece a gestão irregular, com 94,10% de aprovação. A decisão prevê:
- Expulsão do quadro associativo
- Perda de mandato
- Obrigação de ressarcimento ao clube
Já Douglas Schwartzmann teve como principal ponto aprovado a eliminação do quadro associativo, com 93,25% dos votos, o que consolidou sua expulsão.
Além disso, Douglas recebeu uma punição adicional de grande impacto:
- Inelegibilidade por 10 anos
- Proibição de exercer cargos em entidades esportivas
- Impedimento de atuar como dirigente no futebol
A sanção amplia os efeitos da decisão para além do São Paulo, afastando o ex-dirigente de qualquer função institucional no esporte durante o período.
As punições também incluem perda de mandato e possibilidade de ressarcimento de prejuízos ao clube.
Defesa de Mara se manifesta
Após a decisão, a defesa de Mara Casares divulgou nota oficial repudiando o resultado da votação.
Segundo o posicionamento, a decisão teria sido baseada apenas em reportagens jornalísticas, sem provas concretas de benefício financeiro ou pessoal por parte da ex-dirigente.
A defesa afirma ainda que houve colaboração durante todo o processo e classifica a decisão como um “grave equívoco institucional”.
O caso segue gerando repercussão interna e pode ter novos desdobramentos nas próximas semanas dentro do São Paulo.