Na próxima quarta-feira, o Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube realizará uma votação crucial sobre a possível expulsão de Mara Casares e Douglas Schwartzmann, envolvidos em práticas irregulares relativas ao uso do Camarote 3A do Morumbi. A situação, que veio à tona no final do último ano, é objeto de investigação por parte do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil.
Uma Comissão de Ética do clube já se manifestou, recomendando a expulsão por unanimidade. Ambos os acusados participaram do processo com direito à defesa, mas reafirmaram sua inocência diante das alegações que indicam gestão irregular e danos à imagem da instituição.
O parecer da Comissão sugere também sanções modificadas, como a perda de mandatos no Conselho Deliberativo, inelegibilidade e a necessidade de ressarcir o clube por prejuízos. A votação será realizada de forma híbrida, com voto secreto, e requer a aprovação de dois terços dos conselheiros, totalizando 169 votos no universo de 253 aptos.
Em meio ao cenário de inquérito, Mara e Schwartzmann foram gravados discutindo o caso, usando termos que indicam uma operação clandestina relacionada a eventos realizados no local. Enquanto a investigação avança, não há provas conclusivas que confirmem o recebimento de pagamentos por parte de Schwartzmann, que se defendeu afirmando ter falado de maneira inadequada em relação à revelação do caso.
A Polícia Civil e o Ministério Público continuam a apurar os fatos. Após ouvir os principais envolvidos, aguardam depoimentos adicionais de outros diretores do clube, bem como do ex-presidente Júlio Casares, cuja renúncia foi motivada por questões ligadas ao incidente do camarote.
É importante ressaltar que, até o momento, a gestão atual, sob liderança de Harry Massis Jr., expressou apoio à atuação da Comissão de Ética e posicionou-se em favor das expulsões, reafirmando o compromisso por transparência e integridade no clube.