No próximo dia 6 de abril, o São Paulo enfrentará uma importante decisão em sua estrutura administrativa. O Conselho Deliberativo do clube se reunirá para deliberar sobre a ampliação do contrato com a fornecedora de material esportivo New Balance, que visa estender o vínculo contratual até 2032. Embora a diretoria já tenha chegado a um entendimento sobre a renovação, a aprovação do conselho é essencial para formalizar o novo acordo.
Simultaneamente, o clube também está avaliando uma proposta da Penalty, que busca reintegrar sua marca nos uniformes do Tricolor. A introdução dessa nova proposta no cenário negocial surge em um momento de reanálise das opções disponíveis e pressões internas sobre os valores e prazos do atual acordo com a New Balance.
O modelo atual, que já foi aprovado anteriormente pela diretoria e assinado em dezembro de 2025, apresenta cláusulas que garantem valores mínimos de cerca de R$ 40 milhões por temporada. Este valor pode chegar a R$ 60 milhões anualmente, dependendo de desempenho esportivo e metas de vendas. A proposta também inclui R$ 17 milhões em luvas ao longo do contrato, totalizando um valor estimado de R$ 307 milhões.
No entanto, a negociação com a New Balance não avançou na mesma velocidade esperada, especialmente após a interrupção causada pelo processo de impeachment de Julio Casares. Esse cenário gerou um ambiente tenso e competitivos entre outras marcas, como a Penalty, que apresenta uma proposta interessante de cerca de R$ 40 milhões anuais, com um pagamento inicial de R$ 14 milhões na assinatura.
Além do valor fixo, a Penalty oferece bônus por metas que podem ultrapassar R$ 9,8 milhões, embora o total estimado do contrato fique em torno de R$ 210 milhões, inferior à proposta da New Balance. Outro aspecto a ser considerado pela diretoria refere-se ao modelo de exploração comercial, onde a proposta da Penalty inclui o controle de lojas físicas e e-commerce, representando uma perda potencial de R$ 2,5 milhões anuais para o clube.
Ademais, a Nova Balance estipulou garantias no contrato, com uma participação direta do clube nas receitas de vendas mesmo em cenários de vendas reduzidas. É importante ressaltar que a atual relação entre o São Paulo e a Penalty possui histórico de atritos, principalmente devido a problemas com pagamentos na antiga parceria entre 2013 e 2015.
Portanto, a avaliação do conselho será decisiva não apenas para a extensão do vínculo com a New Balance, mas também para moldar as estratégias comerciais e a percepção de gestão do clube diante de suas finanças e desempenho em campo. Com a votação se aproximando, o clube deve considerar todos os ângulos de uma decisão que pode impactar o futuro comercial e competitivo do São Paulo.
