O São Paulo Futebol Clube vive mais um capítulo de tensão nos bastidores, desta vez envolvendo um acordo milionário que pode impactar diretamente o futuro financeiro do clube. Conselheiros articulam nos bastidores para travar a votação da renovação contratual com a New Balance, prevista para ocorrer em reunião extraordinária no próximo dia 6.
O movimento não se limita apenas ao adiamento da votação. O grupo também pretende convocar o diretor de marketing, Eduardo Toni, para prestar esclarecimentos sobre os termos do contrato. A solicitação deve ser formalizada junto ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, e encaminhada ao presidente Harry Massis Júnior.
O principal ponto de contestação é a forma como o processo está sendo conduzido. Apesar de os conselheiros já terem acesso ao contrato, há a avaliação interna de que o tema está sendo levado à votação sem o devido debate em plenário.
O acordo prevê vínculo até 2032 e inclui uma multa rescisória que pode chegar a R$ 200 milhões no primeiro ano, com valores reduzidos progressivamente ao longo do contrato. Esse modelo, considerado relevante financeiramente, é um dos fatores que aumentam a pressão por uma discussão mais aprofundada.
Além disso, o novo contrato pode elevar a receita do clube em até 40%, com valores anuais estimados entre R$ 30 e R$ 35 milhões, incluindo parcelas fixas e variáveis.
Outro ponto de destaque é a estrutura de royalties. O acordo estabelece um piso mínimo de R$ 15 milhões, com possibilidade de aumento conforme o desempenho das vendas — modelo considerado estratégico para ampliar as receitas comerciais.
O cenário político, porém, não é dos mais estáveis. A movimentação ocorre logo após a rejeição expressiva do balanço financeiro da gestão anterior, o que elevou a temperatura nos bastidores do clube.
Apesar disso, integrantes da atual gestão minimizam o impacto político e demonstram confiança na aprovação do novo contrato, já que o estatuto prevê quórum de maioria simples para validação.
Com a votação se aproximando, o São Paulo vive dias decisivos, em que questões financeiras e políticas se misturam e podem definir os próximos passos da administração do clube.
