Nos bastidores do São Paulo, cresce a articulação de conselheiros para protocolar um pedido de expulsão do ex-presidente Julio Casares. Segundo apuração do UOL, a expectativa é que o documento esteja pronto já no início da próxima semana, com a intenção de reunir o máximo de assinaturas para dar mais força ao requerimento.
O processo é relativamente simples: o pedido é encaminhado ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, que o protocola junto à Comissão de Ética. O cenário é semelhante ao de Douglas Shcwartzmann e Mara Casares, envolvidos no escândalo da venda ilegal de ingressos de camarote.
Para conselheiros opositores, a reprovação do balanço de 2025 seria um passo essencial para avançar na pauta da expulsão. A votação chegou a ser realizada e rejeitou as contas por 194 a 34, com quatro abstenções, mas foi anulada devido a um erro da empresa responsável pelo sistema, que organizou uma votação fechada em vez de aberta, como determina o Estatuto. A expectativa é que o novo pleito mantenha a reprovação.
Casares, por sua vez, nega qualquer envolvimento nos saques de R$ 7 milhões apontados sem detalhamento no balanço. Em nota enviada ao UOL, sua defesa afirma que os valores estavam devidamente registrados na contabilidade, vinculados a despesas recorrentes de jogos, e não foram solicitados ou utilizados pelo ex-presidente.
Os advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine reforçam que o montante transitou pela conta contábil do clube com a rubrica “ações promocionais”, alocada em despesas de jogos, e já havia sido apresentado às autoridades. A defesa também destaca que o balanço registrou superávit de R$ 56 milhões, redução da dívida em R$ 110 milhões e faturamento recorde de R$ 1 bilhão, previamente aprovado pelos Conselhos de Administração e Fiscal.
