O São Paulo FC enfrenta um cenário financeiro desafiador, após a apresentação de seu balanço fiscal, que gerou controvérsias relacionadas a saques realizados durante a gestão de Júlio Casares. Até o momento, somente R$ 4 milhões dos R$ 11 milhões sacados foram devidamente justificados, o que levanta preocupações em relação à transparência das operações financeiras do clube.
Em análise realizada por uma auditoria externa, foram identificados R$ 7 milhões classificados como um "fundo promocional da presidência", os quais carecem de comprovação de finalidade e podem impactar negativamente a imagem financeira da instituição. Este relatório foi elaborado pela empresa RSM e destaca a discrepância entre os dados apresentados pela gestão e a realidade das contas.
O Conselheiro Fiscal Paulo Affonseca de Barros Faria Neto apontou a necessidade de rejeitar as contas do exercício de 2025, citando a falta de discriminação dos R$ 7 milhões. Essa observação contradiz as alegações da atual administração, que destaca um faturamento recorde de R$ 1 bilhão, criando um ambiente de desconfiança no clube.
Um grupo de conselheiros já expressou sua intenção de reprovar as contas de 2025, considerando-as um reflexo da gestão anterior de Casares. Por outro lado, a atual gestão capitaneada por Harry Massis Júnior busca a aprovação das contas, argumentando que uma reprovação poderá prejudicar as relações comerciais e a capacidade de negociação de patrocínios e empréstimos.
Na semana seguinte, haverá uma nova reunião, onde conselheiros discutirão pedidos de crédito do clube, sendo possível que a votação aconteça com ressalvas, tendo em vista os pontos levantados pela auditoria independente e o documento de Faria Neto. A decisão final está prevista para ser anunciada até as 17h de quinta-feira.
