O São Paulo que não para de surpreender

Vice-líder do Brasileirão com 16 pontos em 8 rodadas, o Tricolor vive o melhor início de campeonato dos últimos sete anos — mesmo após duas derrotas seguidas que tiram o sono de Roger Machado antes da Data Fifa.

Fonte SPFC.net
O São Paulo Futebol Clube chegou ao fim da oitava rodada do Campeonato Brasileiro de 2026 exatamente onde gosta: no topo — ou quase. Vice-líder da Série A com 16 pontos, apenas um atrás do Palmeiras (19), o Tricolor acumula dados que empolgam e dois tropeços recentes que pedem cautela. São cinco vitórias, um empate e duas derrotas nas primeiras oito rodadas — e, segundo os dados históricos, o melhor início do clube no Brasileirão nos últimos sete anos.


Mas o futebol não vive só de estatística. E a fotografia desta pausa para a Data Fifa é de um time em construção: talentoso o suficiente para liderar uma das competições mais disputadas do planeta, mas ainda frágil quando o placar exige reação.


E é justamente nesse equilíbrio entre empolgação e prudência que entra a análise mais fria — aquela que muitos torcedores começam a fazer quando olham além da tabela. Não por acaso, cresce o interesse em interpretar esses cenários com mais profundidade, seja por meio de dados avançados ou até explorando oportunidades externas como um código Betano para cadastro em março de 2026, que acaba surgindo de forma natural para quem acompanha desempenho, odds e tendências ao longo da temporada.


O ponto central, porém, permanece dentro de campo. O São Paulo tem um modelo de jogo que funciona bem quando consegue impor ritmo desde o início, mas ainda mostra dificuldades quando precisa correr atrás do resultado — algo que os números, sozinhos, não conseguem explicar completamente.


Se conseguir ajustar esse detalhe, o que hoje é um ótimo início pode rapidamente se transformar em uma campanha de título. Caso contrário, o risco é repetir um roteiro já conhecido: bons primeiros meses, seguidos por uma queda de consistência na fase decisiva.



Roger Machado: estreia com vitória, tormenta logo em seguida


A temporada começou sob o comando de Hernán Crespo, mas foi Roger Machado quem deu a cara ao projeto são-paulino no Brasileirão. Dispensado Crespo antes da quinta rodada, o clube paulista contratou o gaúcho e o estreou exatamente no momento certo: dia 12 de março de 2026, no Estádio do Canindé, contra a Chapecoense.


O resultado não poderia ter sido melhor. O São Paulo venceu por 2 a 0, com gols de Luciano e Jonathan Calleri no segundo tempo, assumiu a liderança isolada do Brasileirão e registrou 13 pontos — o maior número de pontos em cinco rodadas da história recente do clube. O resultado foi comemorado pela torcida como o sinal de uma virada de chave. Roger Machado parecia ter encontrado o equilíbrio entre a solidez defensiva e o futebol propositivo que a torcida cobrava.


Três dias depois, o São Paulo confirma a liderança ao vencer o Red Bull Bragantino por 2 a 1, fora de casa, em virada dramática. Calleri marcou o gol da vitória. O Tricolor chegava às 5 vitórias e 1 empate em seis jogos, com 16 pontos e saldo positivo.


A queda veio em sequência. Na Arena MRV, dia 18 de março, o Atlético-MG venceu o São Paulo por 1 a 0 com gol do zagueiro Iván Román. O Tricolor teve 71% de posse de bola, criou chances, mas não converteu. Foi a primeira derrota da gestão Roger Machado — e abriu a janela para o Palmeiras assumir a liderança.


No sábado seguinte, 21 de março, o Choque-Rei no Morumbis. Cinquenta e quatro mil torcedores lotaram o estádio esperando a reação. Mas Jhon Arias marcou aos cinco minutos, o São Paulo dominou a posse (
62,9%), não finalizou nenhuma vez no alvo no jogo inteiro, e perdeu por 1 a 0. O resultado ampliou o jejum tricolor no clássico para 12 jogos sem vencer o rival alviverde — a pior sequência da história do confronto. Agora, com 16 pontos e três atrás do líder Palmeiras, o Tricolor entra na Data Fifa com agenda psicológica pesada.


A campanha passo a passo no Brasileirão 2026




Calleri: ressurreição de um centroavante


Se há um personagem que sintetiza a temporada tricolor até aqui, esse personagem se chama Jonathan Calleri. O centroavante argentino passou praticamente todo o ano de 2025 no departamento médico, após sofrer uma grave lesão ligamentar no joelho que o tirou de campo por quase dez meses. Foram apenas três jogos no Brasileirão daquele ano, sem gols.


A virada chegou em 2026. Em 15 partidas disputadas na temporada — entre Paulistão e Brasileirão —, Calleri já marcou 9 gols, sendo 4 apenas no campeonato nacional em 6 jogos. A média de 0,67 gols por partida é a melhor do atacante na competição nos últimos anos, superando em mais de 250% o índice de 2024. Ele é o artilheiro isolado do São Paulo e o terceiro maior goleador do futebol brasileiro neste início de temporada, atrás de Carlos Vinícius (Grêmio) e Danilo (Botafogo).


Nas suas duas passagens pelo clube, Calleri soma hoje 86 gols e 26 assistências em 237 jogos. É o segundo jogador com mais gols pelo São Paulo no elenco atual, atrás apenas de Luciano (que chegou a 105 bolas na rede). Para uma camisa 9 que se recuperava de lesão grave, é simplesmente o melhor início de temporada de sua carreira tricolor. "Minha meta em 2026 é estar disponível", disse Calleri em fevereiro. Ele está — e está decidindo.



O trio que carrega o ataque


Calleri não está sozinho. A dupla que completa o trio ofensivo são-paulino é formada por Luciano e Lucas Moura. Juntos, os três são responsáveis por 65% dos gols do clube na temporada. Luciano, o camisa 10 e maior artilheiro histórico do elenco atual, já marcou 3 vezes. Lucas Moura, eterno ídolo tricolor, voltou do Tottenham Hotspur e segue ativo aos 33 anos — já balançou as redes 2 vezes, incluindo um gol no Paulistão contra a Primavera.


O problema é que Lucas Moura e Ryan Francisco — a principal aposta jovem do clube para o futuro, 19 anos, camisa 49 — estiveram ausentes no Choque-Rei por lesão. Um time que depende muito de três jogadores específicos precisa, eventualmente, funcionar sem eles. Esse foi o teste que o São Paulo reprovou na derrota para o Palmeiras.


Paulistão: eliminado na semi, mas com evolução


Antes do Brasileirão ganhar toda a atenção, o São Paulo disputou o Campeonato Paulista de 2026 numa competição reformulada, com formato inspirado na Liga dos Campeões da UEFA. O Tricolor terminou a fase classificatória na 6ª colocação geral (4 vitórias, 1 empate e 3 derrotas, 13 pontos) e chegou às semifinais, onde foi eliminado pelo Palmeiras — que seguiu para a final e conquistou o 27º título estadual ao bater o Novorizontino. Na competição, o clube marcou 14 gols e sofreu 15, aproveitamento razoável para um time em montagem.


O Paulistão confirmou a dependência de Calleri (5 gols na competição) e a fragilidade defensiva que persiste mesmo com a sólida parceria entre Rafael, Sabino e Robert Arboleda na zaga. A semifinal contra o Palmeiras, perdida de forma dolorosa, já prenunciava a assimetria do Choque-Rei de março no Brasileirão.


O que esperar daqui para frente


O São Paulo entra na Data Fifa na segunda posição do Brasileirão, com 16 pontos em 8 rodadas — três atrás do líder Palmeiras (19). O próximo jogo está marcado para 1º de abril, quando o Tricolor enfrenta o Internacional no Beira-Rio, em Porto Alegre. A Copa do Brasil também já tem adversário definido: o Juventude, com jogos entre 22 de abril e 13 de maio.


O desafio de Roger Machado é dar consistência a um time que, quando está bem, domina qualquer adversário com posse e organização — mas que ainda não aprendeu a vencer quando o placar está em aberto. Os 100 cruzamentos errados em quatro jogos sob seu comando é um dado que preocupa. A dependência do trio ofensivo também.


Mas o quadro maior é favorável. O melhor início de Brasileirão dos últimos sete anos não foi alcançado por acidente. Calleri ressuscitou. O time tem identidade, tem torcida, tem Morumbis lotado mesmo nas derrotas. O São Paulo de 2026 não é favorito absoluto — mas é um contendor real. E isso, para uma torcida acostumada a sofrer, já é muita coisa.


E é nesse cenário que a leitura do campeonato começa a ficar mais interessante. Porque quando um time combina desempenho consistente com pontos claros de ajuste, abre espaço para análises mais estratégicas — daquelas que vão além da paixão. Não por acaso, cresce o número de torcedores que acompanham esse tipo de evolução também fora das quatro linhas, explorando tendências, probabilidades e até movimentos ligados a novas bets, como forma de interpretar melhor o momento de cada equipe ao longo da temporada.


No fim, tudo volta ao campo. Se Roger Machado conseguir equilibrar volume ofensivo com eficiência — reduzindo erros e diversificando as soluções — o São Paulo deixa de ser apenas competitivo e passa a ser, de fato, candidato.

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