2. Royalties e o "Piso de Ouro"
Diferente de contratos anteriores, o modelo com a New Balance é baseado em performance agressiva:
Garantia Mínima: O clube assegura R$ 15 milhões anuais apenas em royalties, independentemente do volume de vendas.
Variável Positiva: Caso o "MorumBIS" e as lojas oficiais superem as metas de venda, o São Paulo recebe um incremento proporcional, podendo elevar o faturamento total da pasta para além dos R$ 35 milhões anuais.
Aviso Prévio: A cláusula de 180 dias para rescisão formal dá ao marketing do clube seis meses de fôlego para buscar um substituto sem prejudicar o cronograma de lançamentos da temporada seguinte.
3. Exclusividade e Domínio de Mercado
A New Balance garantiu a exclusividade no estado de São Paulo, o que significa que o Tricolor é a vitrine máxima da marca na capital paulista, impedindo que rivais locais assinem com a fornecedora no curto prazo. Essa estratégia, somada ao aumento nos investimentos em marketing e ativações no estádio, visa consolidar o São Paulo como a marca esportiva mais relevante do país em termos de vestuário.
Próximos Passos: A Validação Final
O processo de oficialização segue o rito estatutário rigoroso:
Aprovação no Marketing: Concluída após meses de negociações lideradas pelo núcleo de negócios.
Conselho de Administração: Já deu o "ok" técnico e financeiro para a operação.
Conselho Deliberativo: A fase final ocorre nas próximas semanas. A expectativa é de aprovação por ampla maioria, dado o caráter robusto e a estabilidade financeira que o contrato traz para a década de 2030.
O São Paulo encerra esta terça-feira com a sensação de dever cumprido fora de campo. Se a organização tática de Roger Machado busca o equilíbrio no Brasileirão, a diretoria de marketing garantiu que, em termos de uniforme e finanças, o clube já veste a "armadura" de um campeão.
