O Conselho Fiscal do São Paulo aprovou nesta quinta-feira (22) o pedido de acesso às faturas do cartão corporativo utilizado por Julio Casares durante sua gestão. A medida, aprovada por maioria entre os cinco conselheiros, busca verificar se os gastos estavam de fato relacionados às funções da presidência. A decisão ocorre um dia após a renúncia oficial do dirigente.
Com a saída de Casares — que teve o impeachment aprovado pelo Conselho Deliberativo — o vice Harry Massis assumiu o comando do clube até o fim de 2026. A troca não interrompeu as apurações internas, que ganharam ainda mais intensidade.
O objetivo da análise é identificar a natureza das despesas, valores e vínculos institucionais, sem conclusão até o momento sobre possíveis irregularidades. O pedido é tratado como medida preventiva e técnica.
Paralelamente, Casares é investigado pela Polícia Civil por depósitos de cerca de R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo em contas pessoais e por saques de R$ 11 milhões das contas do clube. Até agora, não há comprovação de ligação entre os valores.
O processo político foi deflagrado após a divulgação de um áudio envolvendo Douglas Schwartzmann e Mara Casares sobre exploração clandestina de camarotes no Morumbis. O episódio levou ao pedido de impeachment e a mandados de busca e apreensão cumpridos na última quarta-feira.
Documentos, dinheiro em espécie e anotações foram recolhidos e estão sob análise. Internamente, o São Paulo reforça que se considera vítima no caso e que a diretoria interina trabalha para reorganizar a governança e recuperar a confiança institucional em meio à crise.
Estão todos preocupados com os roubos da atual gestão , e esquecendo de trazer reforços, daqui a pouco o time ta na lama, pelo jeito sai um e entra outro incompetente, diretoria cadê os reforços?