O impeachment foi um marco, mas para a torcida do São Paulo a história está longe de terminar. Nas redes sociais, em grupos de discussão e nos bastidores políticos do clube, cresce a cobrança por uma medida ainda mais dura: não apenas troca de comando, mas uma “limpeza geral” com apuração completa, transparência e expulsão do quadro associativo de todos os envolvidos — direta ou indiretamente — nos episódios que abalaram o Tricolor nos últimos meses.
A palavra de ordem que se espalhou entre são-paulinos é simples e objetiva: “não acabou”. A cobrança agora vai além do cargo de presidente. Torcedores defendem que a instituição precisa cortar pela raiz qualquer prática considerada irregular, punir com rigor quem for responsabilizado e revisar contratos, decisões e acordos assinados durante o período em que o clube virou alvo de denúncias, sindicâncias e repercussão nacional.
No centro da indignação estão os casos que envolvem o Morumbis e a denúncia de comercialização irregular de camarotes, que virou assunto em diferentes publicações e ganhou ainda mais peso após a divulgação de áudios e o avanço de sindicâncias internas. Em reportagens e repercussões do caso, aparecem nomes como Douglas Schwartzmann e Mara Casares, citados como pivôs do episódio, além de menções ao superintendente Márcio Carlomagno em trechos reproduzidos publicamente por veículos e páginas que acompanharam o tema.
Em paralelo, a torcida também cobra que qualquer dirigente, conselheiro ou integrante do alto escalão que tenha participado de decisões, assinado documentos ou facilitado práticas contestadas seja investigado com profundidade. A revolta é alimentada pela sensação de que o clube foi usado como ferramenta para interesses pessoais, com prejuízo à imagem do São Paulo, desgaste institucional e impactos dentro de campo.
Outra frente de cobrança envolve o ambiente político do Conselho Deliberativo. Parte da torcida critica a condução do processo, aponta tentativas de travar decisões e exige que tudo seja esclarecido, inclusive com revisão de procedimentos, exposição de responsabilidades e punições estatutárias em caso de irregularidades. Em textos que circularam amplamente nos últimos dias, páginas e veículos destacaram regras de quórum, votação híbrida e disputas jurídicas que cercaram a votação.
Nesse cenário, nomes como Olten Ayres também acabam entrando no debate público, seja por críticas de torcedores à condução do processo, seja por alegações e acusações que circulam em redes sociais. Aqui vale um ponto importante: há diferença entre “o que a torcida acusa” e “o que foi comprovado”. Por isso, a cobrança principal vira uma só: transparência total e apuração com documentos, auditorias e decisões formais do clube, sem achismo e sem blindagem.
Além do caso dos camarotes, torcedores também citam denúncias e reportagens que mencionam contratos, empresas e relações comerciais envolvendo nomes internos do clube, como Nelson Marques Ferreira, frequentemente citado em publicações sobre investigações e apurações externas ligadas ao São Paulo. Esses temas, por sua gravidade, exigem responsabilidade: se existem elementos concretos, o clube precisa abrir tudo, cooperar com autoridades e agir com base em provas; se não existem, é obrigação institucional esclarecer e desmentir com fatos.
O que a torcida pede, na prática, é um pacote de medidas que vá além de discursos: (1) revisão de contratos e atos assinados por pessoas citadas em sindicâncias e denúncias; (2) encaminhamento transparente à Comissão de Ética e às instâncias estatutárias; (3) cooperação com investigações de órgãos públicos quando houver inquéritos; (4) publicação de conclusões e punições — incluindo expulsão do quadro associativo, quando prevista e cabível; (5) mudança de cultura interna para impedir repetição de escândalos.
Depois de um terremoto político como o impeachment, a torcida entende que o São Paulo precisa provar, na prática, que aprendeu com a crise. Para o são-paulino, não existe “virada de página” sem responsabilização. E a mensagem que ecoa é direta: a instituição é maior do que qualquer nome. Se houve erro, que haja punição. Se houve crime, que haja Justiça. Se houve abuso do clube, que haja expulsão. O São Paulo precisa voltar a ser notícia por títulos — e não por escândalos.
A queda do presidente é só o início. O @SaoPauloFC precisa de uma grande limpeza no clube. Que as investigações sigam sem interferências. Um por um precisa cair e ser punido de verdade. O torcedor merece respostas rápidas e um futuro digno do Clube da Fé.https://t.co/HXA46SXX9F
— AspirantesTricolores (@aspirantesSPFC) January 17, 2026
Falta a turma do “eu ganhei, vc ganhou, todo mundo ganhou”
— Caio Dominguez (@CaioResenha) January 17, 2026
Casares era o comandante mas precisamos derrubar o sistema
Além de derrubar o sistema de corrupção, Cagares tem que devolver com juros tudo que eles roubaram. Este bandido safado tem que ser preso junto com sua comitiva.