A recente derrota do São Paulo por 6 a 0 contra o Fluminense expôs uma crise profunda no clube, que abrange diversas áreas de sua gestão e desempenho. Essa goleada histórica não é apenas reflexo de uma partida decepcionante, mas sim de uma situação que se arrasta há várias temporadas, com problemas financeiros, lesões frequentes e um embate político interno que prejudica o ambiente do time.
Com cerca de R$ 912 milhões em dívidas e um déficit de R$ 287,6 milhões no último ano, a situação financeira do São Paulo é alarmante. Este cenário complicou ainda mais o planejamento para novos reforços, resultando em investimentos praticamente nulos para 2025 e a necessidade de priorizar apenas contratações que não gerassem custos elevados. Os reforços que chegaram, como Oscar e Rafael Tolói, enfrentam dificuldades para manter a titularidade, em grande parte devido a lesões que atormentam o elenco.
Lesões têm sido uma constante no dia a dia do clube, com um número alarmante de 13 jogadores indisponíveis para competição. O técnico Hernán Crespo, por exemplo, teve que lidar com apenas 21 atletas para uma partida, comprometendo as opções táticas e a qualidade do desempenho em campo. Lesões severas, como rupturas de ligamentos, afetaram severamente os centroavantes do time, deixando o São Paulo em uma situação crítica.
Além das questões de campo, os atrasos salariais também impactam negativamente o ambiente no clube. Para evitar rescisões contratuais, o São Paulo estabeleceu um limite de até três meses de atrasos nos direitos de imagem dos atletas, mas a frequência com que isso ocorre gera desgaste na relação entre a diretoria e o elenco. A premiação pela classificada para a Libertadores deste ano, por exemplo, só foi paga meses depois da conquista, aumentando a insatisfação no grupo.
A crise se agrava com a saída do diretor de futebol Carlos Belmonte e dois de seus adjuntos, o que reflete divisões políticas no clube. O presidente Julio Casares e Belmonte pertencem a grupos rivais que podem se enfrentar nas próximas eleições presidenciais, marcadas para dezembro de 2026. Essa separação ideológica não apenas diminui a força de Belmonte como dirigente, mas também enfraquece a coesão necessária para superar as adversidades que o clube enfrenta atualmente.
Com a aproximação das eleições, o cenário político promete ser agitado. O futuro da coalizão que atualmente apoia Julio Casares no comando do São Paulo está em jogo, e as movimentações no Conselho Deliberativo podem determinar novos rumos para o clube nos próximos meses. O Tricolor precisa urgentemente encontrar uma maneira de reverter seu estado atual, tanto dentro quanto fora de campo.
OU CONSEGUE UMA RECUPERAÇÃO FINANCEIRA ECONÔMICA OU VIRA UM CORINTHIANS QUE TEM UMA DIVIDA IMPAGAVEL .
TEM MUITOS CULPADOS, NÃO SÓ JULIO CASARES. , MARCELO PORTUGAL GOUVEIA, TERCEIRO MANDATO DE JUVENAL JUVÊNCIO, CARLOS MIGUEL AYDAR E A CORRUPÇÃO JUNTA, LECO, RAI.. DÍVIDAS DE 2010 ESTÃO SENDO PAGAS AGORA, LEANDRO GUERRERO RECEBEU AGORA UMA DIVIDA DE 2 MILHÕES DE REAIS DE 2010. TODOS TEM CULPA