Em entrevista ao programa " Roda Viva ", da TV Cultura , o presidente do São Paulo , Julio Casares , defendeu o processo eleitoral do clube.
O pleito é frequentemente criticado por torcedores comuns, que entendem que os procedimentos deveriam ser abertos aos associados ao invés de ficar restrito aos conselheiros.
Casares, porém, afirmou que a eleição tricolor funciona em sistema semelhante ao processo de escolha de presidente nos Estados Unidos e é "democrática".
"Eu fui eleito conselheiro em 2008 e depois em 2014, com a maior votação da história. Eu tenho muita relação com a urna, não tenho perigo nenhum com ela. O que acontece é que essa proposta (de reforma eleitoral), que teve apenas 54 assinaturas de conselheiros, ela foi trazida há dois meses do pleito", iniciou.
"A eleição do jeito que é do São Paulo, que se assemelha até à (eleição norte) americana, onde os delegados votam, os sócios votam em delegados que vão votar nos canditados. Por exemplo, eu fui eleito numa chapa que tinha meu nome encabeçado. Então quando os sócios votaram naquela chapa, já votaram em mim e quando votaram no outro adversário, já tinha o nome dele. Portanto, a votação é democrática", argumentou.
Questionado se pensa em fazer uma reforma, permitindo o voto aberto, Casares apontou um problema.
De acordo com o mandatário, muitos torcedores de outros times são sócios do São Paulo para frequentar as instalações esportivas do clube social. Uma eleição aberta, portanto, permitiria que os "rivais" participassem do pleito.
"Esse assunto de voto direto do sócio nós vamos poder discutir, mas não em cima da eleição, eu acho que não é bom. Eu tenho uma familiaridade tranquila com a urna, só acho que isso tudo tem que ser discutido", ressaltou.
"O clube do São Paulo, que também bate todos os recordes de associados, tem uma boa localização, uma boa praça e equipamentos, e abriga lá torcedores de outros clubes, que vão lá porque moram perto. Se ele votar direto, nós vamos ter que imaginar torcedores de outros clubes votando direto", explicou.
"Nós atribuímos a delegação através do voto em chapa de conselheiro para que depois o presidente seja eleito. Eu acho um processo democrático. O São Paulo construiu seu patrimônio e os títulos nesse sistema, mas não abrimos mão de discutir isso eventualmente com calma", complementou.
Sobre a polêmica da reeleição, o presidente bradou que o tempo de mandato de três anos é "pouco" para os padrões e pediu que os opositores apresentem "propostas mais eficazes" do que as realizadas pela atual gestão.
"Embora muita gente fale que (a reeleição) beneficiou o presidente Julio, primeiro que foi em janeiro e segundo que a reeleição, mais de 90% dos clubes têm reeleição. Eu tenho um mandato de três anos. É muito pouco para um clube que precisa ser reeleito. E eu não assino que eu vou estar lá sendo reeleito. É democrático", disse.
"Põe um candidato um, dois e três e dispute. É democrático. Se tiver alguma proposta mais eficaz que a nossa, eu vou disputar na eleição. Voltar na reeleição do São Paulo que sempre teve, acho que foi um erro que foi, acho que foi um processo que a oposição pode apresentar mais um,dois ou três candidatos. Eu vou disputar isso com muita alegria", finalizou.
Próximos jogos do São Paulo:Internacional (F) - 13/09, 21h30 (de Brasília) - Brasileirão
Flamengo (F) - 17/09, 16h (de Brasília) - Copa do Brasil
Fortaleza (C) - 20/09, 21h30 (de Brasília) - Brasileirão

Time frouxo , bando de *** assim como esse app. Contra o fla***** vão entregar em 15'' ....não aquentam nada....tudo verme!
Esse app é a ***** total, nem escalação mostra....