Em entrevista concedida na semana passada ao ESPN.com.br, o técnico afirmou que a saída repentina após 11 anos de clube o pegou de surpresa, pois acreditava poder trabalhar com a equipe principal em breve.
“Ficava me perguntando se tinha errado em alguma coisa. Na minha opinião, minha saída foi tranquila, frustrante e hoje é desafiadora. Fui chamado na sala do Marcos Biasotto [diretor-executivo da base], que me comunicou da decisão da diretoria. Eu perguntei se tinha feito alguma coisa, mas ele me disse que eles só quiseram uma mudança. Por isso, fiquei mais tranquilo porque é um direito que o São Paulo tem. Foi frustrante porque tenho 43 anos de futebol. Tinha o objetivo de trabalhar com o profissional e as coisas estavam acontecendo. Consegui vários títulos, fiz todas as licenças da CBF e ajudei na formação dos meninos. Eu tinha muita vivência para passar no futebol. Eles acharam melhor eu fiquei tranquilo porque fiz o meu melhor”, disse Orlando.
O ex-treinador gostaria de ter feito uma transição para o time principal dentro do próprio São Paulo.
“Eu precisaria de uma transição para chegar ao profissional, assim como os atletas da base. Eu acredito que poderia ter ajudado ao Vizolli no profissional. Mas o Biasotto me disse que não gostaria de desguarnecer o sub-20. Mas após uma semana fui chamado e dispensado. Por isso foi frustrante, mas não guardo mágoa”.
Com todas as licenças exigidas pela CBF para ser técnico de equipes principais, Orlando pretende seguir sua carreira para outro direcionamento.
“Minha primeira ideia é continuar minha carreira como treinador de uma equipe profissional e o segundo plano é assumir um time sub-20 que tenhas as mesmas características do São Paulo: formação de jogadores para equipe profissional. Abaixo dessa categoria não está nos meus planos”, disse.
Ex-jogador de futebol, Orlando começou como estagiário do São Paulo em junho de 2009 antes de virar avaliador e captador da base no ano seguinte. Depois, ele foi treinador dos times sub-15 e sub-17 antes de assumir o sub-20, em 2018.
Na base de Cotia, o treinador trabalhou com nomes como Lucas Fernandes, Luan, Éder Militão, Jonas Toró, Sara, Igor Gomes, Wellington, Tuta, Brenner, Antony e David Neres. “Luan morava no Morro Doce e tinha uma situação difícil para conseguir se firmar no São Paulo porque o CT eram Cotia. Militão era um cara muito tranquilo e um pouco tímido. É um pouco desligado, mas é fácil de trabalhar.
Pelo São Paulo, Orlando faturou outo títulos (Paulista sub-17, Copa BH (sub-17), Copa do Brasil sub-20 e Copa São Paulo).
“Os títulos foram marcantes, mas as derrotas são ainda mais importantes na formação até o profissional. Ele vai vivenciar uma situação, o quanto é ruim e o que faltou para ser campeão. A base precisa dar essa vivência aos jogadores.
O São Paulo foi campeão da Copa São Paulo contra o Vasco. Após abrir 2 a 0, o time tricolor levou o empate, mas venceu nos pênaltis.
“A Copinha foi bem marcante, mas tivemos muitas dificuldades. Perdemos o Sara no começo da Copinha. O Gabriel Novaes foi o artilheiro e tivemos o Antony como um dos destaques. Na final vencemos o Vasco com dificuldades. Nós jogávamos de forma muito ofensiva, com três atacantes e um meia. Choveu demais naquele dia e os meninos vinham de uma sequência muito pesada de jogos e não tínhamos um grupo tão grande para revezar”, recordou.
“No segundo tempo, alguns meninos não tiveram condições de jogar até o fim. Eu só tirei os garotos porque os quatro jogadores de ataque precisaram sair. Não tirei para segurar o resultado”, explicou.
Orlando acredita que muitos clubes do Brasil ainda têm problemas na transição dos garotos da base para o profissional.
“Os clubes precisam entender a hora certa para isso. Às vezes, o jogador se destaca mais descendo para disputar a Copa São Paulo do que apenas treinando no profissional. O Tuta e o Antony foram exemplos disso. Os jogadores e o treinadores precisam estar prontos para as oportunidades. Se vai ser o protagonista e conduzir a títulos, só estando lá”.
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O Alex foi um excelente jogador, mas nunca treinou um time de futebol de botão, se é para trazer ex jogador yragam o Careca, quem sabe surja um centroavante coisa que a base nao revela há muito tempo!
Agora vamos arruinar um setor que têm ajudado e muito o SPFC, principalmente neste momento difícil, que o time principal vem sofrendo, ou seja você manda um profissional que revela jogadores de qualidade e base vencedora e traz de volta um cara que não fede e nem cheira de volta para o clube.
Não bastassem as cagadas que sempre fazemos no profissional
Un grande erro, Orlando fez um excelente trabalho.
Infelizmente a carreira profissional é assim, uma porta se fecha e outras se abrem...
Essa foi uma atitude que nao gostei... Orlando merecia um pouco mais de respeito e consideração pelos serviços prestados....
Trocou um certo pelo um duvidoso, isso pra mim foi um erro
olha a quantidade de títulos do cara, mas troca pelo alex porque ele tem cara de intelectual
Vida que segue. Sucesso nesta nova empreitada.
Na copinha, o São Paulo estava ganhando do Vasco por dois a zero e por substituições erradas o Vasco empatou, mas ganhamos nos pênaltis . Teve sua chance de mostrar mais. A vida é assim
eu sou contra esses tipos de coisas, tira o cara que tem experiência i por um que não sabe nada, assim aconteceu com Milton Cruz que criaram vergonha na cara e o trouxeram de volta
Não entendi a demissão.
Desejo ao Orlando muito sucesso em sua vida profissional. Acompanhei, à distância, sua trajetória, entrevistas e partes de treinos além de sua postura e comunicação com os atletas. O SPFC perdeu um profissional muito competente. Gostaria que esse canal entrevistasse o Marcos Biasotto para que ele possa se justificar. A princípio, lamentável!!