FPF reage ao governo e diz que proibição "foge de qualquer conceito médico e científico"

Fonte globoesporte
Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol — Foto: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
A Federação Paulista de Futebol reagiu nesta terça-feira, com palavras duras (veja a íntegra da nota oficial abaixo), à manutenção da paralisação de duas semanas no Campeonato Paulista, anunciada pelo governo estadual na semana passada e mantida após reuniões nesta segunda. A pausa vai, inicialmente, de 15 a 30 de março, e integra uma série de ações para conter a propagação do novo coronavírus.

Em nota, a Federação Paulista explicitou os argumentos que usou para tentar derrubar a decisão, questionou os critérios do governo estadual e afirmou que os argumentos para manter a paralisação "fogem de qualquer conceito médico e científico".

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Nesta terça-feira, a Federação vai se reunir com os clubes para debater o que fazer com os jogos previstos para o período da paralisação. Uma possibilidade é passá-los para outros Estados – Minas Gerais, porém, já avisou que não vai aceitar.
Veja, na íntegra, a nota da Federação Paulista:
"A Federação Paulista de Futebol comunica que se reuniu nesta segunda-feira (15) pela manhã com o Governo do Estado de São Paulo e, à noite, com o Ministério Público Estadual para tratar da paralisação do esporte na Fase Emergencial.
Nos dois encontros, a FPF apresentou um estudo e uma proposta baseada em critérios médicos e científicos, que embasavam o pedido de liberação parcial do futebol neste período, com menos jogos, menos pessoas envolvidas, testes antes e depois de cada partida e uma "bolha de segurança" para atletas e comissões técnicas. Para conhecimento público, abaixo listamos os argumentos:
1- Assim como os restaurantes, que estão impedidos de receber clientes em seus salões e têm funcionado com sistema de delivery, o futebol segue sem público nos estádios, entregando ao torcedor, na sua casa, os jogos por meio de transmissões. No entanto, o futebol é a atividade econômica que possui um rigoroso e inédito protocolo de saúde, com testagens semanais de seus colaboradores e acompanhamento médico diário. Com a paralisação, mais de 3.000 atletas, membros de comissões técnicas e funcionários das agremiações param de ter esse controle médico;
2- O rígido controle faz com que o futebol tenha uma taxa de positividade de 2,2% —15 vezes inferior à taxa do Estado de São Paulo e menor do que a metade do que o número recomendado pela OMS para controle da pandemia (5%). E, como a grande maioria dos atletas que contraíram COVID-19 são assintomáticos, esta testagem ativa permite identificar e isolar imediatamente o profissional, evitando a contaminação de mais pessoas;
3- Na apresentação de quinta-feira (11/3), em que anunciou a Fase Emergencial, o Governo do Estado de São Paulo utilizou um slide em que citou como exemplo países que adotaram medidas restritivas. Em nenhum dos países listados pelo Governo, o futebol foi paralisado na segunda onda de COVID-19, o que demonstra que não há qualquer referência científica internacional que embase a decisão de paralisação do futebol para combate à doença;
4- A partir do anúncio da paralisação do futebol, a FPF estudou alternativas e elaborou, com base em dados científicos, um protocolo ainda mais rigoroso para proteger atletas, comissões técnicas, árbitros e os profissionais do futebol. O documento prevê a redução de 56% da quantidade de partidas disputadas no período da Fase Emergencial, com a suspensão temporária da Série A3 e parcial da Série A2 do Campeonato Paulista —a Série A1 teria seus 24 jogos realizados. Para assegurar ainda maior segurança aos profissionais, o novo protocolo criava novamente o conceito de “Bolha de Segurança”, com todas as delegações testadas e isoladas em hotéis ou centros de treinamento até o fim deste período. Sem qualquer contato externo, os clubes se deslocariam apenas para os estádios (totalmente desinfetados) e retornariam para seus alojamentos, com testagens antes e depois das partidas. Além disso, o número de profissionais de operação de jogo nos estádios seria reduzido em 70%, com um esforço coletivo de comunicação para conscientizar torcedores da necessidade do isolamento social.
A FPF esclarece que, embora todas as medidas tenham sido bem recebidas pelo Governo de São Paulo e pelo Ministério Público, o pleito foi rejeitado sob argumentos que fogem de qualquer conceito médico e científico já visto mundialmente no combate à COVID-19. Nesta tarde (16), a FPF e os clubes das Séries A1, A2 e A3 se reunirão novamente para discutir as medidas que serão tomadas, garantindo a conclusão das competições em suas datas programadas."
Também em nota, o Ministério Público Estadual explicou por que referendou a paralisação do campeonato.

"Em reunião realizada nesta segunda-feira (15/3) entre representantes da Federação Paulista de Futebol e membros do gabinete de crise da covid-19 do MPSP, a instituição reiterou que os altos índices de ocupação dos leitos de UTI em todo o Estado e a maior transmissibilidade das novas variantes do coronavírus exigem, para o enfrentamento da pandemia, a menor circulação de pessoas possível. Assim, o MPSP, orientado pelos médicos que integram o gabinete de crise, mantém a sua recomendação, acatada pelo governo estadual, no sentido de suspender os jogos de futebol e as atividades religiosas de caráter coletivo."

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Comentários

evaldo tadeu
2 0
16/03/2021 21:51:28

Gaz tempo q nao vou no estadio agora B.covas e J doria foram esses dias ao Maracanã! Só pra lemrar!!?? pilantras!

fernando pereira
3 0
16/03/2021 16:23:42

Vai entender esses ladrão

ozias bezerra
7 1
16/03/2021 15:27:45

Eles sabem que nao tem problema os jogos sem torcidas, fazem porque sao canalhas bandidos e mao estao nem ai para os brasileiros e com o ganha pão de cada um, esses malditos tem como ganhar sem tranalhar e quer dar uma de ditadores proibindo ate o trabalho dos outros, bandidos da pior espécie

paulo monteiro de mello
9 1
16/03/2021 14:59:59

Dória e o MP descobriram que o problema do mundo é o campeonato Paulista.

roque josé roque dos santos
2 8
16/03/2021 14:00:07

Nao quero aqui, defender o Doria, mas quem determinou foi o Ministerio Publico e ele so acatou.

yoichiro ichijo
8 17
16/03/2021 13:01:34

Tem que parar. O povo que quer continuidade e o mesmo que sai na rua sem mascara ou sem necessidade. Estamos pagando por eles no coletivo! Todos nos merecemos oque estamos passando, e so ver o resto do mundo, onde cada um faz a sua parte por mais q tenha covid e controlado! So nosso pais de ***** que sabe reclamar mas sem fazer a sua parte!!

mário lúcio da silva
7 5
16/03/2021 12:47:02

Se parar 2 semanas e puder treinar pro SP vai ser bom..... Pode chegar nos reforços e treinar

sergio ricardo torquato
5 14
16/03/2021 12:40:32

Sinceramente eu quero que a FPF se **** Bando de corruptos imparciais, campeonado manipulado e cheio de esquemas !!! Uma verdadeira bagunça!!! Instituição se tornou um fascismo clubista !!! A Arbitragem so erra contra SP !!! Sempre contra o SP !!! Uma vergonha !!! Quero mais que esse campeonato arrumado se **** Põe gandula pra jogar essa porra quando voltar !!!

1983spfc
ouro
20 4
16/03/2021 12:04:11

A solução é o que disseram no outro tópico: fazer as partidas nos Pancadões na casa do Doria.
Tb serve de palco a Cracolândia, os terminais de ônibus, as festas ilegais pela cidade toda e os Cassinos ilegais que só agora o Doria descobriu que existe.

fernando pereira
19 3
16/03/2021 11:53:10

Esses politico nao sabem nada de futebol sao falao ***** a

hcbrunao
18 1
16/03/2021 11:47:51

Se quem ganha 100, 200, 500 mil por mês está indignado imagina que recebeu o salario de fevereiro dia 5 e não sabe como fazer sem o de março. Fique em casa!!! ??????

2015_spfc
prata
23 2
16/03/2021 11:47:11

A fonte do Governo do Estado são as vozes na cabeça do Dória.
É uma palhaçada.Esses 15 dias vão virar 30. Vai vendo. Envolveram os clubes nessa putaria política.

dagoberto rosa de oliveira
25 0
16/03/2021 11:46:00

O q adianta c o transporte coletivo lotado isso q não consigo entender

hcbrunao
16 2
16/03/2021 11:45:54

Se meu trabalho nao é essencial o seu tbm não, se eu nao tenho direito de tirar meu sustemto vcs tbm não, se meu negocio não gera valor, emprego, salva vidas o seu tbm não. No cu dos outros e refresco né???

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