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Em entrevista coletiva ontem (27), quando apresentou o chamado "Plano São Paulo", o governador João Doria (PSDB) não foi explícito quanto ao retorno das atividades esportivas. Na lista de setores da economia que poderiam reabrir escalonadamente havia apenas o item "promover eventos que geram aglomeração, inclusive esportivos", que poderia voltar apenas na fase 5. Em documento publicado no site do governo, depois atualizado, os eventos com aglomeração estavam proibidos até mesmo nesta última fase.
Questionado sobre a liberação para treinamentos e a resposta chegou apenas no final da tarde de hoje, enviada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico: "Lugares que concentram aglomeração de pessoas ou lugares que tenham práticas esportivas, incluindo treinamentos, sejam em ambiente aberto ou fechado, somente serão liberados com protocolos na 'Fase 5 - Normal Controlado'". As academias podem voltar na fase 4, porém, com restrições.
O posicionamento vai de encontro ao interesse do Sindicato dos Clubes, o Sindiclubes, do qual fazem parte São Paulo, Corinthians e Palmeiras, além de centenas de clubes sociais do estado. Em ofício enviado a Doria ontem, o sindicato pedia que o setor fosse incluído já na fase 2, o que permitiria a reabertura inclusive na cidade de São Paulo a partir de 1º de junho, desde se houvesse também aprovação da prefeitura.
A condição de retorno às atividades esportivas de acordo com a situação de cada região pode prejudicar o reinício do Campeonato Paulista na atual temporada. Isso porque algumas regiões estão duas fases à frente da Grande São Paulo, por exemplo, o que indica que nelas os times poderão voltar a treinar até um mês antes que as equipes do ABC. Os times do Paulistão acordaram, porém, que todos voltarão a treinar ao mesmo tempo.
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