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Está em análise, por exemplo, a obrigatoriedade do uso de luvas e camisas de manga longa por parte dos atletas. Para Renato Kfouri, diretor médico da Provaccina Centro de Imunização, isso não garante ganhos significativos. “É preciso entender as vias de transmissão. O vírus é transmitido essencialmente de duas maneiras: por via respiratória e por superfícies. Você espirra ou tosse e contamina maçanetas, corrimãos, etc. A pessoa pode colocar a mão nessa superfície e se auto infectar ao tocar os olhos, nariz e boca. Transmissão por barba, cabelo, roupa ou pata de cachorro são absolutamente eventuais. Você pode espirrar e deixar no cabelo, na barba, no cachorro, mas não é assim que se transmite doença respiratória”, disse.
A não comemoração de gols com abraços ou a orientação de não se reclamar perto de árbitros também é uma possibilidade aventada. Só que... “Se você pretende evitar que as pessoas falem perto, acredito que o jogo nem deveria acontecer. Você fala com jogador, com todo mundo e não fala com árbitro? É esquisito, né? Ou você faz um jogo em que ninguém fala com ninguém, todo mundo mantém 1 metro de distância, ou seja, não tem jogo. Não me parece muito sensato restringir apenas uma pequena única situação do jogo”, completa Kfouri. Conforme Moisés Cohen, presidente do Comitê Médico da FPF, nada está definido. “Tudo que eu puder fazer para diminuir a transmissão do vírus é bem-vindo, desde que não atrapalhe a prática da modalidade.”
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