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O problema poderia deixar Ceni, capitão e líder daquele elenco, preocupado para o confronto decisivo. Marco Aurélio Cunha, então, resolveu amenizar a gravidade da lesão para que o goleiro fosse tranquilo para o jogo.
– Ele durante um treinamento sentiu um estalo no joelho, e ele é tão perspicaz e tão inteligente que ele falou: "Marco, lesionei o menisco. Senti alguma coisa na região interna do joelho, acho que lesionei o menisco". Aí eu examinei e percebi mesmo nos testes médicos uma certa crepitação no joelho e fez uma lesão mesmo no menisco. Mas falei: "Olha, Rogério, pode ser uma lesão no menisco, mas não vem ao caso agora porque é completamente contornável. Essas lesões são simples, depois do jogo a gente vai corrigir isso no Brasil" – contou Marco Aurélio Cunha.
Rogério Ceni foi para a final e não só foi campeão como também foi eleito o melhor jogador do Mundial de Clubes de 2005. As defesas e a ótima atuação, no entanto, não foram as únicas coisas que ficaram na memória dos companheiros de Ceni.
O ex-volante Renan recorda que no vestiário, antes de a bola rolar naquele dia 18 de dezembro, o discurso do capitão do Tricolor foi uma injeção de ânimo em todo o elenco.
– Uma coisa que marca muito até hoje, lembro da cena e me emociono foi o Rogério no vestiário falando antes do jogo. Ele apontou para o símbolo do São Paulo e falou: "A gente tem a chance de mudar a história do São Paulo, mudar o símbolo do São Paulo. A gente pode colocar mais uma estrela nesse símbolo. E quando a gente voltar para o Brasil, no nosso próximo jogo, vai ter mais uma estrela no nosso símbolo". Isso daí marcou muito na minha cabeça. Hoje quando eu vejo o símbolo do São Paulo com as três estrelas vermelhas, marca – afirmou Renan.
O São Paulo voltou com a terceira estrela no escudo e foi recebido por milhares de torcedores na chegada ao Brasil.
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