O que o São Paulo pode esperar de Valdívia, em busca de renascimento

Missão tricolor é recuperar confiança e futebol de um excelente jogador abalado por lesões e decepções nos últimos anos

Fonte Globo Esporte
Valdívia não teve grande passagem pelo Atlético-MG (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)
A vida de Valdívia, anunciado como reforço do São Paulo nesta quarta-feira, mudou no lance mostrado no vídeo abaixo. Era 2015, e a seleção olímpica fazia amistoso contra os Estados Unidos em Belém como preparação para os Jogos do Rio. Aos dez minutos do primeiro tempo, o jogador disputou uma bola e desabou no gramado. Foi imediatamente açoitado por fortes dores no joelho esquerdo. Não eram dores momentâneas: ele estava com os ligamentos rompidos.

Até então, Valdívia era muito bom jogador. Rápido, agudo e sempre disposto a finalizar de longe, vinha ganhando mais e mais espaço no Inter. Despontava como uma das principais promessas do futebol brasileiro. Não por acaso, carregava a camisa 10 da seleção olímpica.
Sua trajetória, até ali, vinha se consolidando gradativamente.
Em janeiro 2012, pelo Rondonópolis-MT, foi o artilheiro da Copa São Paulo, com oito gols.
Dois meses depois, em março, foi contratado para as categorias de base do Inter.
No mesmo ano, foi vice-campeão brasileiro sub-20 pelo Inter. O técnico era André Jardine, hoje no São Paulo.
Em 2013, voltou à Copinha e fez três gols em quatro jogos pelo Inter.
Ainda em 2013, estreou pelo grupo profissional colorado.
Em 2014, se consolidou como um jogador importante, pronto para ser titular. Fez 36 partidas – 27 delas no Brasileirão.
Em 2015, tornou-se titular e um dos destaques na caminhada até as semifinais da Libertadores da América.
E aí tudo ruiu naquela lesão. Valdívia vivia um sonho: era querido pela torcida do Inter, angariava simpatia geral pelo bom humor nas redes sociais e estava praticamente garantido na Olimpíada. Mas só voltaria a jogar sete meses e meio depois de cair no gramado em Belém.
O garoto viu de casa a conquista do ouro olímpico pela seleção. E nem teve tempo de lamentar sua ausência. Quando voltou aos campos, foi esmagado pela realidade: o Inter desabava rumo ao rebaixamento.
Valdívia pegou o pior momento do pior ano da história colorada. Disputou 27 partidas – justamente o período em que o time despenca na tabela após liderar o campeonato. Em seus primeiros 11 jogos no retorno, não vence uma partida sequer. Mesmo assim, volta a ser titular. Em meio à enorme pressão pela iminência do primeiro rebaixamento da história do clube, ainda tem alguns lampejos. Faz um golaço na penúltima rodada, contra o Cruzeiro, que leva o clube gaúcho vivo à partida final – onde a queda é confirmada.
O começo de 2017 não trouxe paz ao jogador. Ainda pesava o impacto do rebaixamento. A torcida não tinha mais paciência com ele – e com boa parte dos remanescentes do fiasco da temporada anterior. E o Inter concluiu que era melhor negociá-lo. Acabou indo para o Atlético-MG, contra quem fizera seus melhores jogos na Libertadores de 2015 – com um gol em cada duelo nas oitavas de final.
Valdívia chegou ao Galo sob comando do atual técnico do Palmeiras, Roger Machado, de quem já tinha sido rival em Porto Alegre quando o treinador estava no Grêmio. E não conseguiu se firmar. Só foi ter sequência no fim do ano, já com Oswaldo de Oliveira como técnico atleticano. Jogou, sem o destaque do passado, 18 das 19 partidas do returno do Brasileirão.
Veio 2018, e a expectativa era de que Valdívia logo deslanchasse. Mas não aconteceu. O clube detectou necessidade de fortalecimento físico no atleta, e a diretoria acabou abrindo as portas para uma saída antes do encerramento do contrato, em maio.
Foi aí que surgiu o São Paulo. O Inter topou fazer novo empréstimo, e agora o meia-atacante vai para o terceiro grande clube na carreira.
Se conseguir se recuperar, Valdívia será extremamente útil no Morumbi. Ele tem a velocidade que Dorival Júnior tanto pedia. Joga preferencialmente pelos lados – mas também pode ser usado em uma função mais central. Adapta-se ao 4-1-4-1 e ao 4-2-3-1, variações possíveis para o treinador. Em um setor ofensivo repleto de jogadores mais cadenciados (Nenê, Diego Souza, Cueva), é um atleta capaz de mudar o ritmo da equipe.
A dúvida é se terá ambiente para se recuperar. A atmosfera no São Paulo é de pressão pelos maus resultados recentes, e a torcida precisará ter com Valdívia a paciência que teve com o time inteiro no ano passado – sendo fundamental para a permanência na Série A.
Com tempo, calma e paz para trabalhar, pode ressurgir aquele Valdívia pré-lesão.
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