Em 2017, a importância da torcida foi exaltada diversas vezes pelo elenco e diretoria do clube. A relação era tão boa que representantes das organizadas e outros torcedores participaram até de reuniões exclusivas com jogadores e dirigentes no CT da Barra Funda. No último jogo, as organizadas também puderam entrar no campo antes do confronto com o Bahia para levar as baterias de escola de samba.
Neste ano a coisa mudou. Na última semana, a principal torcida organizada, Independente, divulgou um manifesto para avisar que, de maneira pacífica, vai cobrar a diretoria por resultados. Jogadores e dirigentes encaram com naturalidade a alteração.
"O torcedor está um pouco impaciente pelos últimos anos. O professor Dorival lembra que a maioria do time tem menos de 30 jogos pelo clube, a gente entende a falta de paciência, mas logo estaremos apresentando um futebol alegre, para frente e objetivo", disse o goleiro Sidão.
"É normal, a torcida está ansiosa há anos sem títulos, sabemos disso. Temos de manter a cabeça no lugar. A equipe vai estar melhor, mais descansada, vamos ter uma semana mais sossegada [após o Carnaval]", acrescentou o atacante Marcos Guilherme.
O número de torcedores no Morumbi também caiu. Em 2017, o São Paulo fechou o ano com a segunda melhor média de público no Brasileiro (35.227 pessoas por duelo). Já no Estadual deste ano, a média caiu para 13.691. No jogo contra o Bragantino, por exemplo, 10.278 foram ao estádio. Tal mudança também pode ser explicada pelo aumento no preço do ingresso. No Paulista, para o regulamento ser cumprido, o valor do bilhete praticado é quase quatro vezes do que a média do praticado pelo clube no Nacional.