O meio-campista celebrou ainda o bom ambiente no Tricolor após o triunfo sobre o River Plate (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
Hudson começou 2016 como um jogador contestado no elenco do São Paulo, mas já alcançou a condição de titular festejado pela torcida em pouco mais de três meses. Para ele, o que mais fez a diferença foi o respaldo do técnico Edgardo Bauza, que o colocou como titular desde o primeiro treino da temporada e já até barrou Thiago Mendes, seu companheiro no meio-campo. Na avaliação do atleta, a confiança faz toda diferença no seu momento e ele não quer dar qualquer chance de ela ir embora.
Por isso, quando questionado se desejar ser poupado das quartas de final do Paulista, contra o Osasco Audax, neste domingo, às 18h30 (de Brasília), ele faz questão de se colocar à disposição para jogar, Na sua avaliação, apesar de não ser tão importante quanto o embate frente o Strongest, em La Paz, na quinta-feira, o duelo eliminatório tem bastante peso na sequência que o São Paulo tem pela frente na temporada.
“Ano passado eu confesso que foi um ano em que muitas vezes as coisas não deram certo. Isso faz a confiança ficar abalada, jogador sem confiança vai mal, enquanto o confiante faz até mais do que pode. Mas o respaldo que o Bauza me deu, as orientações, é um cara que não me limita em campo, se eu tiver que ir na frente, chegar na linha de fundo, jogar pela lateral, entrar na área, ele não fala para eu ficar parado. Isso ajuda bastante”, comentou, explicando que não sabe qual será a decisão do comandante sobre a formação que encara o Audax.
“Ele não falou nada ainda, acredito que ele está esperando uma resposta da recuperação dos atletas, de hoje (quinta) para amanhã (sexta) eles têm um parametro melhor de como os atletas estarão. São quatro dias, um periodo bom de descanso também. Que estiver à disposição tem que jogar porque o São Paulo precisa vencer, temos que vencer para classificar. A gente quer ser campeão paulista também. Se fosse fase de classificação, tudo bem, mas agora não é o momento”, avaliou.
De acordo com o volante, que negou ter colocado “no bolso” o meia Andrés D’Alessandro, do River Plate, como repercutiu a torcida nas redes sociais, o que mais impressionou no triunfo sobre os argentinos foi a atitude que os tricolores tiveram em campo. Para ele, diferentemente de outras partidas da temporada, todos acreditaram que era possível derrotar o atual campeão da Libertadores e foram buscar isso.
“O Bauza falou que mais que importante que a vitória é a postura da equipe, a atitude que teve os 90 minutos, todos os jogadores estavam com um pensamento de vencer. Desde o Wilder que foi cortado até todos que estavam no banco, no campo, ele frisou e isso é uma coisa muito importante”, observou o jogador, celebrando a felicidade no ambiente são-paulino após o triunfo.
“O sorriso fica natural, não fica aquela coisa forçada. A gente fica feliz de ter ganho a partida, sabemos que podemos continuar ganhando e, com isso, buscar a classificação. Demos a resposta dentro de campo para a torcida, isso é benéfico para caramba”, concluiu.
Hudson agradece Bauza por bom momento e descarta ser poupado
Fonte Gazeta Esportiva
14 de Abril de 2016
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