Raça e vontade são quesitos mínimos para jogador de futebol profissional bem remunerado. Já ouvimos isso e cobramos antes, até se tornou clichê. Contudo, qual seria o requisito essencial para jogar no São Paulo Futebol Clube? O Tricolor do Morumbi atual está sem rumo, referências, então vamos buscar na história.
Ao lado do Botafogo, o São Paulo é e foi o clube que mais cedeu jogadores para a seleção brasileira em Copas do Mundo. Outra característica histórica do time da fé: ser o maior e melhor a negociar jogadores futuramente bem sucedidos na Europa. Aqui temos um ponto comum nas duas situações, que revela o perfil do jogador do São Paulo.
Para disputar Copa do Mundo ou atuar nos grandes clubes da Europa, o atleta precisa ter algo além de qualidade técnica, física e tática. Este perfil se traduz em liderança positiva, força mental, personalidade e espírito de luta. São qualidades psicológicas exclusivas dos grandes jogadores, também dos não craques. Vários atletas limitados fizeram sucesso lá fora.
Li e ouvi que o São Paulo precisa de jogador bad boy, que corre, que briga. A melhor referência sempre será a história iniciada em 1930. Hoje, falta no Morumbi quem puxe responsabilidade dentro de campo e não se abale. Não estamos falando de nomes ou estrelas. Precisamos de jogadores que crescem na adversidade, que se superam, lideram.
Os campeões mundiais de 1992, 1993 e 2005; os campeões brasileiros de 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008 possuíam liderança, postura vencedora, cobravam empenho entre si. Havia engajamento, eram atletas que compravam a causa com espírito de luta. Há 85 anos assim é o São Paulo! Resumindo: perfil vencedor é a chave.
Nos grandes momentos de uma partida de futebol são os atletas emocionalmente robustos que se sobressaem. A bola os procura. O São Paulo precisa de mais jogadores com o perfil do Rodrigo Caio, Thiago Mendes, Rogério, Breno, Alan Kardec, João Schmidt (salvou o Vitória de Setúbal). São atletas engajados, focados em vencer pela camisa que vestem.
Já basta de contratar sucessos de seis meses, atletas que atravessaram “pico de audiência” ou figurões para torcedor recebê-los em aeroporto. Já vimos esse filme cansativo. A necessidade presente é garimpar buscando bons jogadores de ambição vencedora e que reagem positivamente em situações adversas ou decisivas, nos clubes inferiores ou mercados externos menores.
Não é necessário formar uma equipe de craques. Em um time campeão sempre existirão peças inferiores tecnicamente, mas psicologicamente fortes. Além da qualidade técnica, física e tática o perfil psicológico do atleta é crucial. Nos clubes menores não é difícil buscar jogadores de personalidade e nível, novos ou não, para atuar em time grande.
É preciso resgatar isso no São Paulo. Muitos dizem que a estrutura são paulina seduzia os melhores profissionais e jogadores. Sim, mas não é a questão maior. O poder de atração do Morumbi se concentrava na vocação vencedora e potente do clube, com muito trabalho e planejamento. Os profissionais são paulinos se caracterizavam pela ambição por vitórias.
Wender Peixoto
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Perfil vencedor é a chave que falta - por Wender Peixoto
Fonte SPFC.Net
3 de Novembro de 2015
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