Doriva ficou feliz com a performance dos são-paulinos diante do Sport (Djalma Vassão/Gazeta Press)
O técnico Doriva mostrou muita felicidade com a atuação do São Paulo diante do Sport, mas ficou incomodado com o fato de os holofotes não estarem totalmente voltados à boa performance da equipe. O treinador, que conquistou sua vitória mais expressiva pelo clube com o triunfo por 3 a 0 diante de um concorrente direto pelo G4, preferiu exaltar seus comandados a comentar os protestos de Michel Bastos, que comemorou seu gol pedindo silêncio aos torcedores.
“Conseguimos apresentar um bom nível de atuação contra um rival que vem fazendo boa campanha no Campeonato Brasileiro. Tivemos, se não 90%, quase 90% de superioridade durante o jogo, dando poucas chances para eles. O desafio é manter esse padrão de performance durante os próximos jogos que teremos”, avaliou, antes de ser interpelado sobre a atitude de seu camisa 7, autor do terceiro gol da equipe.
“Olha, todos sabem que os nervos estão à flor da pele e, infelizmente, o Michel não se conteve na hora da comemoração. Essas coisas acontecem. O torcedor está chateado, como nós, lógico que ninguém gosta de perder”, ponderou o treinador, antes de mudar o assunto. “O bom, porém, é que nós tivemos uma excelente performance, uma grande vitória contra uma equipe bastante qualificada. Um jogo dificílimo em que nós conseguimos impor o nosso jogo. Isso que tem de ser ressaltado”, afirmou.
A torcida, no entanto, não pareceu perdoar o camisa 7. Mesmo antes do lance, boa parte dos 14.002 presentes à casa tricolor ensaiava vaias com seus erros e pedia a entrada do atacante Rogério no seu lugar. Inconformador com o “pedido” por silêncio do armador, alguns aficionados fizeram questão de se locomover até o setor mais próximo da descida ao vestiário e xingá-lo assim que ele deixou o campo. “Ei, Michel, vai tomar no c…”, bradaram.
Contente com a postura tática adotada pelos seus comandados durante toda a partida, ele justificou a diferença entre a formação mais conservadora adotada ante os pernambucanos, com Wesley no lugar de Alan Kardec, em relação ao esquema totalmente ofensivo apresentado quatro dias antes, que acarretou a eliminação na Vila Belmiro.
“São duas circunstâncias diferentes. Em Santos, a gente precisava tentar desde o início uma formação mais ofensiva e já sabemos o desfecho. O segundo tempo lá foi mais equilibrado e daí surgiu a ideia da entrada do Wesley. A equipe conseguiu ter muita qualidade ali no meio com ele com o Thiago [Mendes]. Foi muito importante para nós”, analisou.
Por fim, Doriva, que assegurou sua segunda vitória em seis jogos pelo clube, além de passar pela primeira vez um dia no G4 do Brasileiro, ele ainda apontou a própria queda diante do Peixe como um dos fatores motivacionais para a boa atuação contra os pernambucanos.
“Acho que, na vida, de um modo geral, quando a gente sofre um desapontamento, algo desagradável, a gente pensa muito mais no que pode fazer dali para frente, pondera as situações pelas quais passamos. Essa eliminação trouxe isso e a gente vai tirar coisas boas, sim, com certeza”, encerrou.
Doriva elogia superioridade tricolor e pede compreensão com Michel Bastos
Fonte Gazeta Esportiva
31 de Outubro de 2015
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