O gol de Alan Kardec, que valeu a vitória do São Paulo e empurrou o Palmeiras para a zona de rebaixamento, no domingo, colocou um ponto final na traumática saída do Palestra Itália. Pelo menos para o pai do atacante, cujo nome é o mesmo do filho.
“Esse gol, justamente no primeiro clássico contra o Palmeiras, nos minutos finais, foi coisa do destino”, avalia seu Alan Kardec, que não quer mais confusão com o ex-clube do filho. “Não guardo mágoa nenhuma do Palmeiras. Até porque o Palmeiras abriu as portas para o Alan e foi sempre muito correto.”
De acordo com o pai e representante do atacante, as pendências já foram resolvidas. “O Paulo Nobre pagou absolutamente tudo da rescisão do contrato no mesmo dia. Não atrasou nada”, afirma, referindo-se ao presidente alviverde. “O projeto era que o Alan virasse ídolo da torcida do Palmeiras. Não deu, então agora é tentar o mesmo no São Paulo.”
Até as trocas de farpas públicas trocadas com Paulo Nobre ficaram para trás. “Eu não gostei quando ele falou que meu filho estava no ostracismo no Benfica, porque ele mesmo sabia que o Alan estava sendo boicotado em Portugal. Mas isso já passou”, decreta.
Seu Alan Kardec está convencido de que o Palmeiras não será rebaixado para a Série B, apesar de o time ter entrado no grupo dos quatro últimos após a rodada do fim de semana. “Você chegou a reparar no banco de reservas do Palmeiras? Tinha Cristaldo, Wesley, Bruno César, Diogo… O elenco é bom e vai se acertar. Sou meio mediúnico e posso garantir que o Palmeiras não cai.”

Apesar da crença do pai do atacante, a situação no Palestra Itália é das mais complicadas. Desde o retorno da Copa do Mundo, o Palmeiras já disputou seis partidas e somou um único ponto em 18 possíveis. Hoje, ocupa a 17ª colocação, com 14 pontos em 15 rodadas.
“Mágoa mesmo eu só tenho do Benfica, que sacaneou o meu filho a partir do momento em que ele se recusou a se transferir para um clube árabe. Por isso que o colocaram no Benfica B”, finaliza.