Meia, natural de São José dos Campos, quer aproveitar boa fase para despertar interesse de grandes clubes. Atleta relembra início da carreira na cidade do Vale.
A vice-artilharia do Campeonato Paulista é um fato inusitado para o meia-atacante Léo Costa, do Rio Claro. Acostumado a servir os atacantes, o jogador é hoje a principal esperança de gols do Galo Azul no torneio. Com oito gols marcados, tem somente um a menos que o artilheiro Luís Fabiano, do São Paulo. Não imaginava brigar por este título com o são-paulino. Mas, já que está bem na disputa, promete não amolecer.
Pelo sonho de defender um grande clube do país, Costa vê a artilharia do Paulistão como um atalho para atingir a meta. Por enquanto, ainda não sabe se os gols já lhe renderam algumas sondagens. Pretende consultar o empresário somente após o término do campeonato para não perder o foco. Mas admite: quando criança, era torcedor do São Paulo e se, tiver a oportunidade de defender o Tricolor, será a realização de um sonho de infância.
– Não era minha característica (fazer muitos gols). Mas estou gostando (risos). O esquema tático do time também tem ajudado. Jogamos bem ofensivos e tenho tido oportunidades para chutar de fora da área. Acredito que vivo o melhor momento da minha carreira. Tenho o sonho de chegar em um grande clube e acredito que estou preparado para isso. O São Paulo é o meu time quando criança. Hoje já deixei essa paixão de lado. Mas se eu conseguisse jogar lá, ao lado do Rogério Ceni e do Luís Fabiano, estaria realizando um sonho– afirmou o atleta, que faz parte de uma família com muitos são-paulinos.
Léo Costa demorou para despontar no futebol. Até os 28 anos, idade atual, viveu como mais um anônimo do mundo da bola. Começou a carreira em escolinhas de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, onde defendeu o São José Esporte Clube e o Moreira Sports (responsável por revelar atletas como o ex-São Paulo Casemiro, do Real Madrid, e Ricardo Goulart, do Cruzeiro).
Meia Léo Costa quando defendia a escolinha do São José Esporte Clube, do Campeonato Paulista da Série A2 (é o segundo, da direita para a esquerda, na fileira dos agachados) (Foto: Arquivo pessoal)
– O começo sempre tem dificuldades. Não cheguei a passar fome. Tinha uma vida tranquila até. Mas às vezes não tinha condições para o transporte. Meu pais me ajudavam bastante. No Moreira, fiquei um tempo jogando por lá até um dia fazer um amistoso contra o Santo André e ser chamado – contou o atleta, que ainda curte os dias de folga com a família no Vale do Paraíba.
Na equipe do ABC, Léo Costa passou por quase todas as categorias de base e depois começou a rodar por outros clubes de pequeno e médio porte. Em 2009, atuou por uma temporada na República Tcheca. Guarda boas recordações da vivência no exterior. Porém, retornou em 2010 por causa de saudades da família.
De volta ao Brasil, defendeu diversos times, como Linense, União São João, Itumbiara, Guarani, dentre outros, até chegar ao Rio Claro.