De pé esquerdo, de pé direito e de cabeça. De dentro e de fora da área. Alexandre Pato tentou de várias maneiras, mas não conseguiu balançar as redes em sua estreia pelo São Paulo, na última quarta-feira, em vitória por 1 a 0 sobre o CSA. Uma partida considerada satisfatória pelo técnico Muricy Ramalho, que finalmente pôde utilizar o jogador.
O técnico, aliás, optou por colocar o atacante na vaga de Paulo Henrique Ganso, E, conforme explicou na coletiva, o camisa 11 atuaria na frente de duas linhas de quatro, com liberdade para se movimentar e com a obrigação de encostar em Luis Fabiano na frente. Uma atuação que pode ser destrinchada em três fases.
Os primeiros 20 minutos de partida foram os que Pato mais se movimentou no campo. Recuando até o meio, aparecia como opção para carregar a bola no ataque e também se apresentava dentro da área (ver mapa abaixo). Neste período, teve um gol anulado e chutou com perigo de fora da área.

As fases: movimentação intensa em 20min (mapa à esq.); ritmo menor com 63min (mapa abaixo); e mais presença na área com Ganso em campo (mapa à dir.)
Com 18 minutos do segundo tempo, o ritmo de jogo e o cansaço, como observou Muricy na coletiva, começaram a pesar. Pato passou a se mexer menos, mas ainda fazia o papel de recuar mais para receber a bola.
Já no fim do jogo, com a entrada de Ganso no lugar de Luis Fabiano, o camisa 11 foi deslocado para atuar como centroavante. Na posição, teve sua melhor chance de marcar na partida com uma bela cabeçada, mas parou no goleiro Pantera. Como mostra o mapa, sua movimentação dentro da grande área aumentou com o camisa 10 em campo.