Durante a partida contra o Palmeiras, no domingo, Ganso teve uma conversa com Muricy Ramalho, flagrada pela TV. O técnico pediu para o meia ser mais participativo, de modo a ajudar o São Paulo na missão de furar a forte marcação do rival. O camisa 8 questionou o que poderia fazer se os atacantes estavam parados na frente.
Só que ele próprio também estava. Apagado, o craque pegou na bola 25 vezes durante o clássico. Pouco para quem havia sido acionado mais de 40 vezes em partidas anteriores.
A falta de iniciativa de Ganso no duelo com o Verdão não foi uma exceção. Em dez clássicos disputados pelo São Paulo desde a sua chegada ao clube, o meia venceu apenas um, em 2012, quando os reservas do Tricolor bateram o Corinthians, por 3 a 1, pelo Campeonato Brasileiro. Naquele jogo, deu duas assistências. Foram as únicas dele em jogos contra os rivais.
Cornetada/ Depois disso, foram mais sete derrotas e dois empates enfrentando Corinthians, Palmeiras ou Santos. Em nenhum desses confrontos, o meia balançou a rede. No total, deu seis chutes a gol.

“Eu sinto que ele não tem mais aquela confiança dos tempos do Santos. Às vezes, ele sai do jogo. Ele apaga e perde a concentração”, avalia Careca, ídolo do Tricolor da década de 80, incomodado. “Não adianta ele fazer uma ou outra partida boa e não ter sequência. Não só em clássicos, mas em todos os jogos. O que nós vemos, hoje, é o Ganso fazer uma ou outra boa jogada isolada. Mais nada”, acrescenta o ex-atacante, campeão paulista com o São Paulo em 1985 e 1987.
Em sua primeira entrevista neste ano, Ganso disse ainda sonhar com a seleção brasileira. Para ser convocado, porém, o craque terá de brilhar em partidas importantes, como fazia quando defendia o Santos.