O desentendimento de Marcos Aurélio Cunha e Júlio Casares começou no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta. Enquanto o ex-superintendente de futebol do São Paulo falava sobre a atual situação política do clube do Morumbi, o vice-presidente de Marketing entrou ao vivo e respondeu, de forma áspera, as acusações feitas pelo futuro candidato de oposição nas próximas eleições. Nesta sexta-feira, Casares voltou a falar sobre a confusão e explicou o episódio.

Layla Reis e Marco Aurélio Cunha
“Eu fui ao programa um domingo antes, fiz minhas colocações respeitando o Marco Aurélio, porque sou amigo dele. Mencionei o nome dele positivamente e me surpreendeu, no outro domingo, ele ofendendo a minha pessoa de forma como eu nunca vi. Ele disse que eu era mentiroso, e isso eu não admito. Aí eu não suportei e entrei no ar. Ainda não nos falamos e acho que eu só vejo ele na reunião do Conselho Deliberativo”, esclareceu Júlio Casares em entrevista ao programa Estádio 97.
Ao longo da discussão, o vice-presidente de Marketing se exaltou, mas alegou que ainda mantém sua amizade com Marco Aurélio Cunha. Em relação às próximas eleições, no entanto, Júlio Casares voltou a reprovar o nome do ex-superintendente de futebol. Para o aliado do grupo de Juvenal Juvêncio, o fato de o candidato da oposição ser médico e ainda ocupar o cargo de vereador atrapalharia sua dedicação ao clube do Morumbi.
“Ele não consegue se dedicar ao SP. O Marco Aurélio é uma grande pessoa, mas é médico e vereador. Ele tem que saber o que quer. A junção política partidário e futebol mostrou que não faz bem ao futebol. Agora, se amanhã ele disse que não tem relação com a política, quem sabe. O São Paulo precisa de dedicação exclusiva”, alegou Júlio Casares, que, no primeiro momento, deu nota 7 para o último mandato de Juvenal, mas voltou atrás e abaixou para 6,5.
Nas próximas eleições, no entanto, Juvenal Juvêncio não poderá ser candidato e Júlio Casares poderia ser um dos nomes lançados pelo atual mandatário do Tricolor. O possível presidenciável, por sua vez, prefere não falar sobre assunto, pois acredita que as discussões políticas antecipadas nos bastidores do Morumbi podem atrapalhar o desempenho da equipe.

“Eu prego que a eleição no São Paulo foi precipitadamente antecipada. A eleição é apenas em abril e foi praticamente lançada em junho. Como sou contra isso, não gostaria de falar em nomes. Eu sonho em ser presidente um dia, mas não é uma prioridade de vida. Como a antecipação faz um mal ao São Paulo, não gostaria de falar em nomes. Espero contribuir de alguma forma, voluntariamente, desde que dê prazer”, concluiu Casares.