Um amigo bem informado sobre as coisas do São Paulo me deu alguns detalhes sobre os motivos que podem explicar a maior crise da história do tricolor paulista. Tornou-se pública a troca de farpas e acusações entre Rogério Ceni e Ney Franco. A relação desandou no momento em que o ex-treinador são-paulino afastou o volante Fabrício, um dos líderes do grupo e amigo de Ceni. Os jogadores também não concordavam com a atuação de Éder Bastos, auxiliar de Ney Franco, que na prática comandava os treinos técnicos e táticos, sob a supervisão de Ney.
Outro ponto da discórdia foi o “isolamento” de Milton Cruz da comissão técnica. Milton é mais que um auxiliar técnico, é homem de confiança de Juvenal Juvêncio, o presidente do clube. O último ingrediente da crise foi a atuação de Adalberto Batista, diretor de futebol, que protegia alguns jogadores em detrimento de outros. Adalberto defendia publicamente Ganso e Luis Fabiano, jogadores contratados por ele, e fazia críticas às atuações de Rogério Ceni.
Ney Franco e Adalberto Batista caíram. Fabricio foi reintegrado. Milton Cruz retomou o trabalho, Paulo Autuori foi contratado e o time continua perdendo.
Autuori diz aos mais próximos que tem certeza que em breve vai retomar o caminho das vitórias. “Já dominei o vestiário”. O comandante já teria o grupo nas mãos. A reação tem que ser imediata.

Já está na hora dos jogadores serem mais cobrados e dividirem a responsabilidade. Afinal, dentro de campo, são eles que fazem a diferença independentemente do dono da prancheta.