Pesquisando na web, achei o trecho de um texto bem elaborado que cita as dez diferenças entre meninos e homens. Não consegui encontrar o autor original. O usuário leitor irá identificar nos aspectos enumerados muitas situações infantis que se aplica ao nosso time.
1. Meninos querem as coisas do jeito deles – Homens fazem as coisas que devem ser feitas
2. Meninos não sabem se comunicar com as pessoas – Homens sabem o que querem e negociam as condições
3. Meninos têm medo, mas não agem – Homens têm medo e mesmo assim agem
4. Meninos reagem às situações – Homens pensam, ponderam e agem
5. Meninos acham que vai dar tudo certo - Homens sabem que existem limites e consequências
6. Meninos são irresponsáveis - Homens assumem compromisso
7. Meninos zombam da vida e dos outros - Homens saem da zona de conforto e aceitam desafios
8. Meninos querem ser espertos, mas são apáticos - Homens são firmes e posicionados
9. Meninos são passivos e egocêntricos - Homens fazem aquilo que é útil para os outros
10. Meninos não sabem o que querem da vida - Homens tem uma visão clara da vida
Rodada após rodada estamos despencando na tabela de classificação. Falta somente uma posição para não despencarmos mais. A lanterna está muito próxima. Provavelmente a ficha não tenha caído para muitos jogadores do time, que entram em campo como se o adversário fosse temê-los. Sinceramente, acho que há muitos aspectos nesse time, internamente.
Conforme citei no título, por que acho esse time frouxo e desunido?
Porque já vi o Pato nos provocar duas vezes dentro do Morumbi e nenhum jogador nosso esboçou reação. Esperava uma reação tipo aquela do Fábio Simplício.
Já vi neste ano um árbitro determinar que o nosso time inteiro trocasse o calção, mesmo sendo o time mandante. Todos os jogadores acataram como cordeiros a caminho do abate.
Já vi o nosso atacante, indignado por uma arbitragem nefasta, ir reclamar sozinho após um jogo conduzido desonestamente por um arbitro mais que tendencioso.
Vi também, um tal Gaúcho tirar onda com a nossa cara e ninguém ao menos avisá-lo que estava jogando contra o São Paulo Futebol Clube. Ninguém deu aquela chegada, um mísero empurrão pra dizer: o maluco, tá tirando?
Essa frouxidão ocorre, porque a amizade entre os jogadores do São Paulo é rala e frágil. A ausência de união sólida entre os atletas individualizou o ambiente. Parece que é cada um por si e salve-se quem puder. Como é triste ver o time assim.
Disseram que o ambiente estava melhor, que o grupo se uniu na excursão recente. Não vejo nada disso, sinceramente.
Tem outro problema. Há jogadores inocentes e bobos no time. Edson Silva disse após o jogo no Japão:
- Está provado que a gente entrou em campo achando que iria passar por cima do adversário. Futebol não é assim.
Ah, Edson Silva vou te dizer que você joga em um time que está passando pela pior crise da história desse clube. Como você é ingênuo! Impressionante.
Alguns jogadores estão correndo e dando raça em campo. Outros pensam que estão jogando no Soberano, achando que só a camisa já causa temor e tremor. Não estão jogando no Soberano, mas no time da Fé!
Muitos jogadores do time agem como meninos inconsequentes. De fora, percebemos que o time está desunido, que existem rusgas infantis lá dentro. O momento é de eles serem homens responsáveis e encarar cada jogo como uma decisão. Espero que tenham se tocado da situação e a ficha tenha caído.
Para concluir, alguns números do Footstats mostram como o time é desorganizado taticamente e sem ousadia ofensiva. Até agora temos a equipe mais indisciplinada do campeonato brasileiro com 38 cartões amarelos e 5 cartões vermelhos.
Somos o quarto colocado em desarmes, com 23 por jogo. Entretanto, não transformamos isto em poderio ofensivo quando temos a posse da bola.
A equipe é a que mais troca passes, com média de 380 por jogo. Porém, marca poucos gols e finaliza bem abaixo dos líderes da competição nacional. Em impedimentos, somos o terceiro no Brasileirão, desperdiçando três ataques por jogo.
Rogério Ceni é o quinto goleiro com mais defesas na competição.
P.S. Na quinta-feira certamente teremos mais de trinta mil torcedores no Morumbi. Apesar das críticas, quem ama não abandona um ente tão querido que esteja em apuros. A partir de quinta-feira voltaremos a ser torcida de final, porque cada jogo será uma final até o fim do ano. Quando os jogadores subirem a campo e olharem para as arquibancadas cheias, o time se fechará pelo objetivo da luta contra o rebaixamento, finalmente pra valer.

O Morumbi lotado é magnífico. O nosso Santuário e inferno dos adversários, quando está cheio.
Peixoto