Com três derrotas e uma inesquecível vitória na bagagem, o soberano São Paulo retornará da excursão belo e formoso. Mais precisamente, como partiu: mergulhado numa histórica crise.
Na despedida, o time do carismático 'Juvenal Antena' levou bucha do Kashima Antes pela Copa Suruga.
O carrasco dos são-paulinos foi o badalado Osako, com três gols, o último na bacia das almas.
O time japonês chegou a abrir dois de vantagem, mas permitiu o empate - Ganso e Aloísio. O Kashima ainda perdeu um pênalti.
Resultado que abateu profundamente os coirmãos corintianos. Tanto que um deles lamentou, filosoficamente, na rede social: ‘Para envergonhar o mundo é preciso atravessar o oceano'.
De volta ao país nesta sexta, o Tricolor poderá navegar num mar de tranquilidade, a fim de encontrar uma fórmula para tentar sair do buraco em que se encontra no Brasileirão, a gloriosa zona do agrião queimado.
Tem tudo, e mais um pouco, para deixar o subsolo, já que vai encontrar pela frente quatro babas: Lusa, Furacão, Flamengo e Fluminense.
Pelo andar da carruagem vermelha, preta e branca, com brilhantes rodas quadradas, se o time conquistar três ou quatro pontinhos deve estender as mãos ao céu...
Por falar em flores... A troca de amabilidades entre Rogério Ceni, o M1to, e Ney Franco, em alguns emocionantes capítulos:
5 de julho. "Foi bom sair do clube e ouvir do capitão do São Paulo, Rogério Ceni, elogios sobre o meu caráter e profissionalismo. Foi uma despedida interessante, legal. Foi muito bom ver o Rogério Ceni, que tem história no clube, se posicionar perante o grupo" - do ‘professor' Ney Franco, após a demissão.
18 de julho. "Zero, zero, zero" - do artilheiro, capitão, cartola e goleiro Rogério Ceni, sobre o legado deixado por Ney Franco, em 12 meses de trabalho.
30 de julho. "Agora eu vejo que existe uma pessoa à frente que exerce uma liderança. Um cara justo, correto, um grande profissional que está tentando resgatar algo que perdemos. Quando você tem alguém no comando, tudo fica mais fácil" - de Rogério Ceni, sobre Paulo Autuori, substituto de Ney Franco.
7 de agosto. "Não tive nele o capitão que precisava. Havia a preocupação de quebrar marcas individuais. Se chega um nome que é do interesse dele, ele fica na dele; se não é, reclama nos corredores. Indica jogadores e participa ativamente da política do clube" - de Ney Franco, sobre o convívio de um ano com o goleiro.
8 de agosto. "Sou apenas um funcionário do clube, não decido, não mando. Mas se tivesse toda a influência que ele acha que tenho, ele estaria no olho da rua há muito tempo" - de Rogério Ceni, respondendo às criticas do 'professor'.
Aguarde pelos próximos capítulos. Roupa suja que se lava em público sempre dá ótima audiência.
Soberano São Paulo na Copa Suruga: Osako!
JOSÉ ROBERTO MALIA
Fonte ESPN
7 de Agosto de 2013
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