O São Paulo recebeu uma nova proposta de representantes da XP para discutir um projeto de reestruturação financeira do clube. Segundo informações de bastidores, integrantes da instituição estiveram reunidos com o presidente Harry Massis na tarde desta terça-feira, em encontro intermediado pelo conselheiro Marcelo Pepe.
Até o momento, o São Paulo não divulgou oficialmente os detalhes da reunião nem os valores finais apresentados. Por isso, o tema ainda deve ser tratado com cautela, já que a proposta será analisada internamente antes de qualquer encaminhamento ao Conselho Deliberativo.
Proposta pode superar valores anteriores
Nos bastidores, a informação é de que a nova proposta seria superior ao modelo discutido anteriormente, que previa um investimento de aproximadamente R$ 1,2 bilhão. Naquele formato, cerca de R$ 700 milhões seriam destinados ao pagamento de dívidas, enquanto outros R$ 500 milhões seriam voltados para a modernização do Morumbi.
Agora, os valores teriam sido ampliados e poderiam ultrapassar R$ 1,7 bilhão, mantendo uma estrutura parecida com a proposta anterior. Ainda assim, como os números não foram confirmados oficialmente, o clube deve analisar todos os pontos antes de avançar.
R$ 700 milhões seriam considerados valor-chave
Um dos pontos centrais da conversa envolve o pagamento das dívidas mais urgentes do São Paulo. Internamente, existe a avaliação de que um aporte à vista de aproximadamente R$ 700 milhões permitiria quitar compromissos imediatos, como dívidas trabalhistas e bancárias.
As dívidas tributárias, por outro lado, continuariam dentro do passivo do clube e poderiam ser renegociadas em prazos mais longos, conforme os mecanismos legais disponíveis.
São Paulo não viraria SAF
Segundo as informações de bastidores, a proposta não transformaria o São Paulo em SAF. O clube seguiria como associação civil, mas passaria a contar com uma estrutura de gestão financeira vinculada ao projeto apresentado pela XP.
Entre os pontos discutidos estariam a indicação de um gestor financeiro, participação em receitas comerciais, naming rights do Morumbi e percentual sobre faturamentos ligados a patrocínios, bilheteria, direitos de transmissão e eventos.
Contrato de longo prazo exigiria análise profunda
Outro ponto sensível é a duração do possível acordo. A proposta teria prazo de aproximadamente 30 anos e envolveria juros mensais em torno de 1,1%, além de participação direta da instituição financeira em receitas futuras do clube.
Por isso, a diretoria pretende avaliar o projeto com áreas técnicas, jurídicas e financeiras antes de qualquer decisão. Um acordo desse porte teria impacto direto no futuro administrativo, esportivo e financeiro do São Paulo.
Harry Massis promete análise interna
Após receber a proposta, Harry Massis deve encaminhar o material para avaliação dos departamentos competentes do clube. Somente depois dessa análise o tema poderá ser levado ao Conselho Deliberativo.
Como os termos ainda são sigilosos, não há como afirmar se o projeto será aprovado, rejeitado ou renegociado. O que existe, neste momento, é uma proposta em análise e um cenário de expectativa nos bastidores.
Projeto pode mudar o futuro do São Paulo
O São Paulo vive um momento financeiro delicado e busca alternativas para reorganizar suas contas sem abrir mão de sua identidade institucional. Uma proposta bilionária, caso avance, poderia aliviar dívidas imediatas, permitir novos investimentos e recolocar o clube em uma posição mais competitiva nos próximos anos.
Ao mesmo tempo, qualquer acordo de longo prazo precisa ser analisado com extremo cuidado, já que envolveria receitas futuras e parte importante da gestão financeira do clube.
Para a torcida, o tema mexe diretamente com esperança e preocupação. Se bem estruturado, o projeto pode representar uma virada histórica. Se mal conduzido, pode comprometer receitas importantes por décadas. Agora, a decisão está nas mãos da diretoria e, futuramente, do Conselho Deliberativo.