Até agora as críticas do técnico Ney Franco ao goleiro Rogério não provocaram nenhum abalo na sua reputação entre cartolas do clube. Há membros da diretoria que evitam comentar o assunto e tratam-no como coisa menor, enquanto a oposição faz a defesa do jogador. Certo é que, em época de discussão eleitoral, ninguém parece querer bater de frente com o ídolo da torcida. Há até certo temor em relação a ele desde a demissão do diretor de futebol Adalberto Baptista.
Pivô da polêmica, o meia Ganso, que teria sido ‘fritado’, não relatou nenhum problema como o capitão do time, segundo amigos dele. Quanto ao restante do time, havia um abalo a seu prestígio anterior a entrevista do ex-treinador são Paulo, segundo Juca Kfouri.
Líder da oposição, o conselheiro Marco Aurélio Cunha afirmou não acreditar em problemas de relacionamento do goleiro com seus colegas. Afirmou ser seu “amigo” dos tempos em que era gerente de futebol e atribuiu os problemas no clube à gestão do futebol que não é de sua responsabilidade. Por isso, espera contar com ele em uma possível administração se ganhar a eleição. “Há um papel para ser desempenhado pelo Rogério no clube.”
Entre os cartolas da situação, evita-se o assunto com o argumento de que é uma questão do futebol. O blog não conseguiu falar com diretores do futebol são-paulinos, a maior parte deles em viagem.
Mas a demissão do ex-diretor de futebol Adalberto Baptista, após troca de farpas com o goleiro, tinha deixado claro que ninguém deveria enfrentá-lo. Então, um dirigente afirmou que era inquestionável a condição de ídolo do clube dele. Ou seja, não poderia se mexer com o jogador. Em meio à crise, o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, já lançou o goleiro como candidato a treinador.
Da parte de Ganso, desde que chegou ao São Paulo há quase um ano, o meia não tem feito reclamações de boicote por parte do capitão são paulino em conversas com amigos. O ex-santista costuma ser bastante reclamão quando se sente prejudicado como nas desavenças com a diretoria do time da Vila Belmiro.
Mesmo que tenha havido críticas do goleiro ao meia, essas não o abalaram. Isso porque um amigo de Ganso contou que, se tivesse problema com Rogério, ele já teria dado uma alfinetada pública porque não costuma se controlar quando se sente contrariado. Em conversas com esse interlocutor, o meia nunca culpou o goleiro pela má fase que enfrenta.
O blog tentou falar com Ney Franco, mas ele desligou o celular e se isolou em Minas Gerais após a entrevista ao jornal “O Globo”.
Críticas de Ney Franco a Rogério são ignoradas no São Paulo
Fonte Rodrigo Mattos/UOL
7 de Agosto de 2013
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