A pior série sem vitórias na história do clube (12 jogos) e na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. É com esse cenário vergonhoso que o São Paulo deixa o país nesta segunda-feira para fazer uma excursão internacional em que se sujeitará a sparring de europeus.
O único compromisso oficial da viagem será no fim, contra o Kashima Antlers valendo a Copa Suruga, que reúne os campeões de Japonês e Copa Sul-Americana. No mais, o time tricolor servirá como teste para grandes do Velho Continente que se preparam para a próxima temporada.
Treinando? Autuori vai ter que arrumar o time viajando e jogando
A primeira parada será na Alemanha para a Copa Audi, pela qual há jogo na quarta-feira contra o Bayern de Munique. Na quinta, novo confronto, desta vez com Manchester City ou Milan, que pode valer terceiro lugar ou taça.
Depois, o destino será Portugal para um duelo contra o Benfica, no dia 3 de agosto, valendo a Copa Eusébio. Compromissos normais de pré-temporada para os clubes europeus, um verdadeiro trabalho extra para o São Paulo, que teve de adiantar duas partidas do Brasileiro para poder excursionar.
O ESPN.com.br tentou contato com o marketing tricolor, não conseguiu resposta, mas apurou que o clube deve ganhar cerca de R$ 5 milhões pelo tour, incluindo a ida à Ásia para o jogo do dia 7 de agosto.
A viagem foi organizada pelo ex-diretor de futebol, Adalberto Baptista, que pediu demissão na última quinta-feira e que, claro, jamais poderia prever que o clube atravessaria tal crise quando fechou os compromissos.
Mas agora a excursão pode afetar o futuro. O time tem apenas 9 pontos em 11 jogos no Brasileiro e muito provavelmente, quando retornar ao país, não só continuará na zona de rebaixamento como será o lanterna.
Paulo Autuori terá que azeitar a equipe jogando e viajando, não em treinos. E sem Luis Fabiano, Denilson, Clemente Rodríguez (por problemas médicos) e Lúcio (afastado por indisciplina e deficiência técnica). Ganso está no tour e precisa mostrar serviço para não acabar como o zagueiro.
Juvenal não imaginava a crise que o time viveria quando ratificou os compromissos fechados por seu ex-diretor