Hernanes não soltou nenhuma pérola na entrevista anterior ao jogo deste sábado. Talvez esteja guardando para depois. Porque, além dos passes e arremates de média distância, as frases originais são a especialidade do volante, que será titular contra a Itália. “São coisas que acontecem naturalmente. Não é nada de propósito”, divertiu-se, ao ser questionado sobre isso após a vitória diante do México.
São de Hernanes comparações e raciocínios que causaram espanto em jornalistas, como “o símbolo PI, na matemática, é 3,14 em qualquer situação”. Se fosse analisar a pressão de entrar como primeira opção de Felipão, poderia repetir que “pressão é atravessar a Marquês de São Vicente de olhos fechados”, como fez quando defendia o São Paulo, citando a movimentada avenida que dá acesso ao CT do Tricolor.
Hernanes oferece opção mais cerebral ao meio-campo. Ele mesmo reconhece não ter o mesmo ímpeto ofensivo de Paulinho, autor de um dos gols contra o Japão. Procura mais o passe, o lançamento e a finalização de fora da grande área.

Redimido por Scolari após ter caído em desgraça na seleção com Mano, o volante está bem. Mesmo que esteja cansado. Mas como ele mesmo já disse, “cabeça sadia carrega corpo mutilado”.