Como aconteceu na primeira partida do Brasil pela Copa das Confederações, em Brasília, um grupo de manifestantes se prepara para cercar o Estádio do Castelão, em Fortaleza, na tarde desta quarta-feira. O local é palco da partida entre Brasil e México, válida pela fase de grupos da competição.
Cerca de mil pessoas com faixas e cartazes contra o uso de dinheiro público nas obras para a Copa do Mundo marcharam em direção ao estádio por volta das 11h30. Na esquina da avenida Alberto Craveiro com a rua Pedro Dantas, o grupo foi impedido de prosseguir por um bloqueio da Polícia Militar.
Policiais de braços dados faziam um cordão de isolamento, enquanto eram respaldados com o apoio da cavalaria. Por volta de meio-dia, a manifestação seguia pacífica no local.
Segundo o coronel Cláudio Mendonça, responsável pelo policiamento do local, o orientação passada aos policiais é para apenas observar a manifestação. “Não vamos usar o uso de força. Vamos mostrar que Ceará está preparado para protestos pacíficos. Contamos coma colaboração deles e vamos fazer a nossa parte”, disse.
A preocupação do comandante tem como pano de fundo os recentes confrontos ocorridos em outras manifestações prévias a três dos quatro jogos do torneio. Em Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte os protestos terminaram em confronto com a Polícia Militar.
Manifestantes protestam nos arredores do Castelão, em Fortaleza, nesta quarta-feira; a passeata já alcançou as grades que cercam a entrada do Estádio
Foto: Fábio de Mello Castanho / Terra
Assim como em outras cidades, as manifestações partidárias são alvos de vaias. O governador do Ceará, Cid Gomes, e a presidente da República, Dilma Rousseff, são os mais cobrados pelos manifestantes. “Brasil, vamos acordar. O professor vale mais do que o Neymar” também ganhou força junto aos manifestantes.

Cerca de 40 mil pessoas confirmaram presença pelo Facebook no protesto que antecede o jogo entre Brasil e México
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra