
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho deixou o Estádio Nacional Mané Garrincha na tarde deste domingo para se reunir com manifestantes após confronto com a polícia em Brasília, antes da abertura da Copa das Confederações. Carvalho defendeu o diálogo, lamentou as cenas de violência e afirmou que a presidente Dilma Rousseff acompanhou a confusão.

Os manifestantes se definem como os "novos caras pintadas"
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
“Fiz questão de sair do jogo e vir aqui com os manifestantes. De um lado, a gente precisa garantir um País com a livre manifestação; do outro, é preciso ter diálogo. Nós tentamos dialogar com os manifestantes, mas não foi possível. Acabou indo para a provocação, o que gerou violência”, afirmou Gilberto Carvalho, em referência ao grupo que se reuniu para contestar os gastos do governo na organização da Copa do Mundo de 2014.
“A presidenta acompanhou de perto, o tempo todo, pediu que tivesse diálogo. Nós viemos de cara limpa, estou aqui sem nenhuma segurança. Havia quatro membros do governo tentando dialogar. Não houve diálogo com a liderança do protesto e, se a manifestação tivesse se contido, não haveria violência, a violência só ocorreu porque houve aproximação em um lugar que foi pedido para não ter aproximação”, complementou o ministro.

O movimento "Copa pra quê?" vem ganhando força no entorno dos estádios que sediam a Copa das Conferações
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

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