De Vitor Birner
Grêmio 1×1 São Paulo
O São Paulo foi superior no primeiro tempo.
Ney Franco planejou a equipe de forma correta, enquanto Luxa errou.
O treinador gremista corrigiu as falhas para o segundo tempo e seus comandados pressionaram bastante.
O empate fez jus ao bom jogo da Arena Grêmio.
Escalações
Grêmio – Dida; Pará, Werley, Bressan e Alex Telles (Ramiro); Adriano (Elano), Souza e Zé Roberto; Welliton (Guilherme Biteco), Barcos e Kleber
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
São Paulo – Rogério Ceni: Douglas, Lúcio, Paulo Miranda e Juan; Wellington, Rodrigo Caio e Ganso; Aloísio (Maicon), Luis Fabiano e Osvaldo
Técnico: Ney Franco
Propostas parecidas
Luxa e Ney Franco posicionaram os times no 4-3-3.
Welliton, na direita, e Kléber, na esquerda, atuaram pelos lados do ataque gremista, que contou com Barcos como centroavante.
Zé Roberto, o meia, teve liberdade para achar o espaço e tentar articular os lances de gol.
O volante Souza pôde apoiar mais que Adriano, companheiro dele na proteção aos zagueiros e cobertura dos laterais.
Era necessário cuidado, pois Luxa liberou Alex Telles para avançar.
Os três atacantes do São Paulo foram, da direita para a esquerda na esquerda, Aloísio, Luis Fabiano e Osvaldo.
Ganso executou a mesma função de Zé Roberto.
Wellington e Rodrigo Caio se revezaram nos avanços. Douglas foi mais para o ataque que Juan.

Foto: Rubens Chiti/Site Oficil
São Paulo foi superior
Juan começou o jogo indo para frente tanto quanto Douglas.
Luxa escalou atacantes por ambos os lados porque pretendia explorar a fragilidade defensiva dos laterais do rival.
Ameaçou fazê-lo, mas rapidamente o São Paulo tomou conta do confronto.
Ney Franco, com uma semana para trabalhar, teve tempo de preparar a equipe para marcar a saída de bola, e ela executou isso bem.
Isso foi possível porque além de bem posicionado, o São Paulo tem Aloísio e Osvaldo que participam bastante da marcação na frente.
Welliton e principalmente Kléber, não conseguem realizar a mesma coisa.
Em suma, o São Paulo, no primeiro tempo, matou a saída de bola gremista enquanto o adversário não tinha como tentar jogar da mesma forma.
O meio de campo e o ataque da equipe de Ney Franco receberam bolas, tal qual se diz no futebolês, redondas. Os gaúchos precisaram se virar com a dita cuja chegando quadrada.
Em suma, Luxa planejou mal o time do Grêmio, Ney Franco acertou na hora de idealizar a equipe, e o andamento do jogo, até o intervalo, transformou a teoria em fatos concretos.
Tipo Romário
As melhores oportunidades de gol foram são-paulinas.
Luis Fabiano, dessa vez bem participativo, obrigou Dida a fazer, aos 13, uma difícil intervenção.
Aos 41, o centroavante balançou a rede. Tocou na bola com a ponta do pé, de forma consciente, no canto direito.
Várias vezes os jogadores do São Paulo entraram com a bola dominada na área adversária ou tiveram espaço, na frente dela, para criar a chance clara de gol, contudo erraram passes simples, curtos.
Ganso não brilhou, Aloísio não é tecnicamente privilegiado e Osvaldo ainda não reencontrou seu melhor futebol.

Foto: Rubens Chiti/Site Oficil
Luxa corrige os erros
O Grêmio voltou para o segundo tempo com Elano e Biteco nas vagas de Adriano e Welliton.
A presença do ex-santista resolveu o problema da saída de bola.
Ele e Zé Roberto se revezaram na formação da dupla de volantes com Souza ou, quando possível, ambos participaram da criação.
Biteco, na esquerda, atuou mais avançado, aberto, mas voltou bastante para ajudar o meio.
Kléber foi atuar na direita.
Só o Grêmio ataca
Os gremistas tomaram conta do meio de campo e do jogo.
Pressionaram muito o São Paulo, que ficou dependente do contragolpe.
Elano, aos 9, obrigou Rogério a trabalhar. Aos 21, ele acertou a trave.
Os são-paulinos não conseguiam contra-atacar.
O necessário
Luxa, aos 26, tirou Alex Teles e colocou Ramiro.
Ney Franco, aos 29, substituiu Aloísio por Maicon, pois precisava fortalecer o meio de campo do São Paulo,e a equipe passou a atuar no 4-3-1-2, com ganso de “um”. Osvaldo e Luis Fabiano no ataque.
A alteração permitia que os limitados Douglas e Juan pudessem avançar na hora de a equipe contragolpear, pois são velozes.
Mereceu empatar
Aos 41, Zé Roberto cobrou escanteio.
Souza, livre entre Rodrigo Caio e Maicon, cabeceou para a pequena área e complicou a marcação do São Paulo que costuma sofrer com a jogada aérea, mas estava bem até aquele momento.
Kléber, em posição duvidosa, empatou.
A arbitragem não merece críticas.
O auxiliar, numa jogada na qual nem a repetição da televisão diminui ou aumenta a dúvida sobre a verdade dela, não tinha como ter certeza.
Além disso, acho que acertou. O Gladiador não estava impedido.
A chance
O Grêmio continuou em busca do gol, mas foi o São Paulo, no contra-ataque, que teve a melhor oportunidade no foi da partida.
Juan, em boa condição de balançar a rede, chutou mal.
Maicon também obrigou Dida a fazer difícil intervenção já nos acréscimos do jogo.
Justo
O São Paulo mereceu vencer o primeiro tempo, o Grêmio fez jus à ganhar a segunda parte do confronto e a arbitragem não interferiu no resultado, por isso o considero justo.
Se gremistas ou são-paulinos terminassem vencendo por 2×1, o placar também teria refletido o que houve em campo.

Foto: Rubens Chiri/Site Oficial