No elevador, vejo a imagem de um novo goleiro treinando no São Paulo e, imediatamente, um “mas, já”? chega ao meu cérebro. Já, já, não, mas não passa de mais cinco meses. No máximo 45 jogos. Sim, torcedor do São Paulo, pode ficar triste, muito triste. A chegada de Renan Ribeiro significa que Rogério Ceni não jogará mais futebol a partir de dezembro. Significa que o São Paulo, após 17 anos terá um novo titular. Ele ou Denis. Ou algum outro. Todos serão “outros”.
Falta pouco para o maior jogador da história do clube se aposentar. Sim, Rogério Ceni, que não é o melhor jogador de futebol que o clube teve e que não é o melhor goleiro que o clube teve, transformou-se, pela empatia com a torcida, pela identificação, quase simbiose com o clube, pelos gols marcados, o grande craque da história do São Paulo.
Agora, um parágrafo para eu defender minha tese que, tenho certeza, já está causando ódio em quem lê esse artigo. Por que Rogério Ceni não é o maior jogador da história do São Paulo? Ora, por vários motivos, que atendem por nomes como Leônidas, artilheiro da Copa de 1938, Gérson, campeão do mundo em 1970, Pedro Rocha, o maior craque da história do Peñarol, Careca, o maior companheiro de Maradona, Sastre, ídolo argentino dos anos 40, Bauer, o Monstro do Maracanã e tantos outros.
Mais um paragrafozinho. Por que Rogério Ceni não é o maior goleiro da história do clube? Zetti foi mais goleiro. Valdir Peres foi mais goleiro. Isso é apenas opinião, mas uma busca no Youtube pode mostrar àqueles que pensam que o São Paulo foi fundado com a chegada de Ceni ao clube, que minha opinião pode não coincidir com a de todos, mas tem embasamento.
Mas ninguém, para o são-paulino, tem a importância que Ceni adquiriu. Leônidas foi a contratação que fez o clube se igualar aos rivais Palestra e Corinthians, Gérson e Rocha foram foram o fim do período de escassez, Raí foi bicampeonato da Libertadores, mas Rogério foi quem, realmente atingiu o posto de Mito. Para o são-paulino, Rogério é, como Marcos para os palmeirenses, a certeza que o gol de seu clube está sendo defendido por alguém que ama o clube tanto quanto ele.
Para os outros, Rogério não vale nada, tem seus defeitos aumentados. Para os do Morumbi, nem a falha que ele assume é considerada falha. Fora da paixão alucinada do torcedor, em que o cinza não existe, em que o cara é um paredão e os outros, frangueiros, foi bonito ver, após o jogo contra o Atlético-MG, Rogério Ceni cercado por Diego Tardelli, Josué e Richarlyson, seus ex-companheiros de São Paulo. É respeitado e, pelo jeito da resenha que se desenrolava ali, não tem um décimo da arrogância que lhe atribuem.
Rogério tem 1o75 jogos pelo São Paulo. Apenas um jogador defendeu um clube por mais partidas. É Pelé, que fez 1116 jogos pelo Santos. Depois do jogo de hoje, faltarão 41 partidas para Ceni quebrar o recorde do Rei. E ele tem ainda a possibilidade de jogar mais 34 vezes pelo Brasileiro, oito pela Sul-Americana e duas pela Recopa, contra o Corinthians.
Ele é movido por desafios e vai correr atrás desse novo marco, além de tentar a conquista do hepta, é claro. Será difícil conseguir, pois está – cada vez mais – sujeito à contusões e também pode ficar fora de algum jogo ou outro por conta de acúmulo de cartões. Se não conseguir, a diretoria deveria renovar seu contrato por três meses para que a meta fosse alcançada. Um gigante como ele merece.
Seria a forma de deixar claro que, para o São Paulo, Rogério Ceni é tão importante quanto Pelé foi para o Santos.
Ceni merece quebrar o recorde de Pelé
Fonte Blog do Menon
5 de Junho de 2013
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