Leão reencontra Comercial, clube que o revelou como goleiro
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Leão reencontra Comercial, clube que o revelou como goleiro

Com 18 anos, ainda 'baby', ele disputou dois jogos pelo time de Ribeirão Preto, destacou-se e logo acabou contratado pelo Palmeiras

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Leão: começo no Comercial (Foto: Reprodução)

São Paulo e Comercial. Duelo válido pela sexta rodada do Campeonato Paulista, no Morumbi, e que tem um significado especial para uma pessoa: o técnico do Tricolor, Emerson Leão.

Foi no Comercial, tradicional clube de Ribeirão Preto, sua cidade natal, que Leão iniciou uma brilhante carreira de goleiro, com direito a participações em quatro Copas do Mundo, sendo duas delas como titular (1974 e 78).

Leão nasceu em 11 de julho de 1942. Aos 14 anos, começou a jogar no Comercial. De lá, ficou quatro anos atuando no São José e, em 1968, com 18 anos, voltou a Ribeirão Preto para jogar no “Bafo.”

O hoje treinador faz questão de mostrar o carinho para falar do clube e da cidade que o revelou para o futebol.

– A minha passagem pelo Comercial foi gratificante. Eu estava na fase de transformação de "baby" para adolescente, tinha 18 anos de idade. Foi o time da minha origem de juvenil, depois joguei quatro anos no São José. Voltei para os meus amigos em Ribeirão, em 1968, e encontrei o mesmo grupo de infância. Fiquei mais um ano, fiz o tiro de guerra e terminei o meu ensino secundário. Logo depois, fui vendido para o Palmeiras.

Leão assinou seu contrato com o Comercial no dia 1º de fevereiro de 1968. Na época, ganhava 105 cruzeiros novos por mês e era reserva de Tomires, que, devido a um corte no supercílio, não pôde atuar diante do Palmeiras, no Palestra Itália. O “baby” ganhou sua primeira chance, foi um dos destaques da vitória por 3 a 2, disputou um segundo jogo pela equipe de Ribeirão e depois foi negociado com o Verdão, onde construiu grande parte da sua carreira - fez 617 jogos e foi bicampeão brasileiro (1972 e 73).

Até hoje, Tomires e Leão são amigos. No ano passado, na festa dos 100 anos do Comercial, eles se encontraram e botaram o papo em dia.

– Tive uma infelicidade e ele aproveitou. Ele teve grande atuação contra o Palmeiras, depois enfrentou a Portuguesa e saiu na sequência. Ele sempre dizia a quem quisesse ouvir que, quando ganhasse sua primeira chance, não sairia mais. E foi o que aconteceu – contou Tomires.

– Ele (Leão) era aplicado demais. Era o primeiro a entrar em campo e o último a sair. Não gostava nem de jogar baralho ou sinuca com os companheiros – emendou o ex-goleiro, que hoje trabalha no Comercial como secretário do Conselho Deliberativo.


Mesmo à distância, Leão sempre acompanhou o Comercial. E sorri quando fala de enfrentar a equipe em um jogo pela Série A1 do Campeonato Paulista - o time de Ribeirão estava fora da elite havia 26 anos.

– Fiz questão de participar da festa dos 100 anos do clube. Vi todos cantarem o hino e gritarem que o Comercial voltou ao seu lugar. Isso foi motivo de muita alegria porque traz ótimas recordações, não só do tempo de jogador como dos amigos. Lembro que íamos a todos os clássicos contra o Botafogo. Comercialinos e botafoguenses andavam juntos, e não tinha briga. Hoje, infelizmente, isso mudou. Mas ainda há tempo para mudança – diz Leão.


Na festa do centenário do Comercial, Leão posa ao lado de Márcio Fernandes, atual técnico do clube, e Tomires, o goleiro a quem substituiu nos anos 60 (Foto: Assessoria imprensa Comercial)
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Comentários (1)

09/02/2012 10:24:17 belmiro

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