Entrevista do Vagner Mancini

Entrevista do Vagner Mancini

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Por que você realmente se demitiu do São Paulo?

VAGNER MANCINI: Porque eu me senti desprestigiado e constrangido. Assim que o Cuca comunicou que estava saindo do clube, fui procurado pela diretoria do São Paulo, que me propôs assumir o comando do time.

Mas você aceitou?

Eu disse que eles tinham de ficar à vontade para escolher quem quisessem. Mas insistiram que eu era o nome. Aí, pedi a contratação de dois auxiliares. Inclusive, sugeriram que eu nem desse o treino da quinta-feira enquanto resolvia as questões práticas. Liguei para o meu empresário (Fábio Mello) e pedi para que ele fosse ao CT acertar as coisas do novo contrato.

E quando tudo mudou?

Fui para a minha sala, passei na frente da academia e vi que o Alexandre Pássaro (gerente de futebol) estava conversando com alguns jogadores. Depois, quando o Fábio chegou no CT, me informaram que estava havendo uma reunião dos atletas com a diretoria. E mais tarde, me comunicaram que os jogadores tinham sugerido o Diniz e que a diretoria estava em dúvida sobre o que fazer.

E aí?

Aí eu facilitei a vida deles e disse que estava pedindo demissão. Não tive outra saída, e nem havia mais clima algum depois de tudo isso. Duas horas antes, me contrataram... e aí, com a participação dos jogadores, liderados pelo Daniel Alves, mudou-se tudo.

Você tinha problemas com o Daniel Alves ou com algum jogador?

Recebi mensagem de pelo menos 15 jogadores depois da minha saída. Então, a relação era muito boa, independentemente da opinião de quatro jogadores, que certamente foram influenciados pelo Daniel Alves (na escolha de Fernando Diniz).

O que irritou então foi ter sido escolhido como técnico e pouco depois despromovido?

Sim. Não haveria problema nenhum em continuar como coordenador, desde que não tivessem me escolhido como técnico um pouco antes. E o processo todo foi equivocado. Não concordo que os jogadores escolham técnico.

Você tem algo contra o Fernando Diniz?

Muito pelo contrário. Nada contra ele. Ele me chama de padrinho, inclusive, porque eu que o incentivei a virar treinador quando trabalhávamos juntos no Paulista (Mancini era o técnico, enquanto Diniz atuava como jogador).

Como era a relação do Cuca com o elenco?

Era um clima instável. Às vezes, aconteciam algumas coisas que deixavam o clima mais pesado. Assim como em alguns momentos as coisas melhoravam.

E o que você planeja para seu futuro?

Agora, vou dar uma respirada. Não esperava que fosse vazar esse áudio, embora eu só tenha falado a verdade. Minha ideia é voltar a trabalhar no campo, como treinador. Vamos ver o que pode aparecer.

Então, já que decidiu voltar a ser técnico, dá para dizer que não gostou da experiência como coordenador?

Foi uma experiência boa, e tenho um carinho enorme pelo São Paulo, mas, para ficar onde fiquei e não ter voz ativa, prefiro voltar a ser mais produtivo como treinador.

Jorge Nicola - Yahoo Esportes
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