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Quinta-feira, 23/03/2017 às 09:21 por Emerson Gonçalves
Dívida do São Paulo aumentou de 2015 para 2016
A dívida do São Paulo aumentou 12,0% de 2015 para 2016, passando de R$ 261,2 milhões para R$ 292,6 milhões. Esses valores consideram as 4 contas básicas do passivo para conhecermos quanto deve uma empresa ou um clube, e que são, no caso atual do São Paulo:
- Dívidas financeiras ou bancárias;
- Dívidas tributárias, negociadas ou não: Timemania, REFIS, PROFUT
- Dívidas operacionais diversas, que nesse caso do São Paulo de 2016 incluem Empréstimos de Terceiros e pagamentos a serem feitos a Federações Esportivas e outros Clubes.
O passivo circulante (contas a pagar no curto prazo, ou seja, 1 ano) e o não circulante (médio e longo prazo, ou seja, compromissos que deverão ser pagos a contar de um ano após a data de fechamento do balanço) apresentam mais números, de outras contas, mas as dívidas propriamente ditas e não as obrigações contratuais em curso, ainda não vencidas, são constituídas pelos números dessas contas, basicamente as despesas feitas e não pagas no passado. Trocando em miúdos: se você tem um carro ou uma casa comprado a prazo, as parcelas futuras são compromissos a pagar, mas não são dívidas. Já aquela conta do “cartãozão” que não foi paga e foi renegociada, bom, meu amigo, essa é uma dívida mesmo.
Voltemos às contas do São Paulo em 2016, que chamaram bastante a atenção ontem, a partir de matéria sobre a posição das dívidas do clube, do jornalista Paulo Vinicius Coelho, o PVC, publicada em seu blog. Também ontem, um blog específico sobre o clube, o Blog do São Paulo, divulgou um documento que recebeu, supostamente parte do balanço do clube do ano fiscal de 2016, justamente com os números do ativo e passivo.
Por que supostamente? Tem havido muita má vontade das pessoas com o emprego desse advérbio pela imprensa, mas ele é uma necessidade formal.
Embora o documento em questão pareça real, e uma das fontes que ouvi ontem disse que ele é mesmo real, não temos a confirmação cabal disso. Portanto, é um documento que supostamente é parte do balanço oficial do clube, que ainda não foi divulgado.
Pelos números que ele apresenta, a dívida total do clube realmente aumentou de 2015 para 2016. Já a dívida de curto prazo, aquela que é relacionada na conta Passivo Circulante, diminuiu 14,5%, ao que tudo indica em função de negociações para alongamento de prazos de pagamento, o que só ficará mais claro com a publicação do balanço e suas notas explicativas.
Segundo declaração do diretor financeiro do clube – Adilson Alves Martins – citado pelo PVC em sua matéria, o São Paulo, entretanto, reduziu sua dívida de 247 para 114 milhões de reais em 15 meses, considerando nesse cálculo os números do mês em curso – março de 2017.
Essa é uma declaração muito difícil de ser aferida, uma vez que não somente o balanço de 2016 veio a público, como muito menos algum número do ano corrente, além não sabermos a que se refere o valor “247 milhões”. Até agora, e como já apontado por este OCE, o clube do Morumbi é o único dos grandes a não divulgar seus números intermediários. Essa situação deve mudar nesse ano com a entrada em vigor do novo estatuto do clube.
Apesar disso, mesmo sem ter o balanço completo em mãos, os números já conhecidos – ou supostamente conhecidos, lembrem-se – não conseguem mostrar, nem mesmo sob tortura, como muitas vezes se brinca a respeito de números e suas análises, como chegar a essa redução.
Mesmo considerando o resultado financeiro líquido da transferência de David Neres, é difícil entender como a dívida poderia cair em menos de 90 dias de 292,6 milhões para somente 114 milhões.
Conversei na noite de ontem com um especialista da área contábil e ele foi bastante claro ao resumir os pontos que conversamos e que foram mostrados acima:
“...as informações veiculadas de redução de dívida não correspondem à realidade.”
Antes de avançar, vejamos os números mostrados pelo Blog do São Paulo:
A curta análise do especialista é dura, como veremos (em itálico, como já foi visto também acima).
Essa parcial do Balanço que foi divulgado em off mostra uma situação geral bem desconfortável.
O que se observa é uma dança das cadeiras na composição dos passivos, com redução expressiva na dívida bancária ou financeira, mas com um aumento substancial nas dívidas com clubes. Que são dívidas que precisam ser pagas.
Explicação do OCE: dívidas com outros clubes que não são pagas, que sempre estão ligadas às transferências de atletas, acarretam pesadas punições por parte da FIFA; e clubes estrangeiros costumam ser muito rápidos nessas cobranças.
Além disso, há aumento na dívida com terceiros e mesmo na tributária.
Ou seja, uma pela outra, não houve redução de dívida.
Isto se agrava se incluirmos na avaliação o aumento de adiantamentos, que foram recursos da TV, de direitos de transmissão negociados antecipadamente. Ou seja, o dinheiro entrou, mas não reduziu a dívida total.
Para onde foi?
Os ativos cresceram apenas 9 milhões, mas o Intangível, que é onde estão os atletas, cresceram 40 milhões, ou seja, por aqui se começa a encontrar o destino do dinheiro. Como há gastos correntes de juros, que devem ter ficado na casa dos 35 milhões, então o adiantamento de 60 milhões brutos do novo contrato de direitos de transmissão para tv de sinal fechado (56 milhões líquidos - OCE) pagou contratações e juros.
E a dívida apenas trocou de lugar.
Fechando nossa conversa, meu interlocutor foi incisivo:
“...claramente as informações veiculadas de redução de dívida não correspondem à realidade.” (Lembrando que essas declarações foram feitas pelo diretor do clube e não pelo jornalista que as publicou.)
Receitas complicadas, embora aparentemente altas, só aparentemente
Ainda ontem recebi informações a respeito das receitas que serão – supostamente, lembrem-se – mostradas pelo balanço. Vamos a elas bem rapidamente.
A receita total do clube fechou em R$ 393 milhões.
Um bom valor, aparentemente...
Só aparentemente.
As receitas operacionais, e são elas que realmente contam, como prega este OCE há muitos anos, fecharam em somente R$ 191,5 milhões.
É o que sobra descontando 111,5 milhões brutos (ainda não sabemos o líquido, depois de pagas comissões e direitos de terceiros) referentes às transferências de atletas e outros 34,5 milhões referentes à área social do clube.
Uma receita operacional inferior a 200 milhões é muito baixa para um clube do porte do São Paulo e essa receita de 2016 é somente 5,0% superior à de 2014 e meramente 1,2% maior que a de 2015.
Na prática, na vida real, a receita operacional do clube caiu e caiu muito...
16,96% - essa é a soma da inflação de 2015 e de 2016.
Numa continha bem simplória, podemos dizer que para empatar com a receita operacional de 2014, o São Paulo precisaria ter obtido uma receita líquida de R$ 224,0 milhões em 2016. Na prática, portanto, a receita operacional do clube foi 14,5% menor que a de 2014.
Mais grave ainda: a conta de direitos de transmissão respondeu por 66,8% da receita operacional do futebol, o que mostra uma composição de receitas absurdamente distorcida.
Em muitos posts, desde 2008, este OCE vem pregando a necessidade dos clubes conseguirem uma divisão próxima da equidade entre as três grandes receitas operacionais:
- Direitos de Transmissão
- Marketing e Licenciamento
- Bilheteria e ST
Todos nossos clubes estão longe dessa meta ideal, preconizada já há muitos anos pelo extinto G14, que reunia os grandes clubes europeus. No próximo fechamento dos balanços voltarei a esse ponto.
Desde fevereiro de 2009 este OCE vem acompanhando e apontando uma clara erosão na gestão do São Paulo FC. A bem da verdade e que não pode ser esquecida ou minimizada, tanto Aidar como Leco herdaram uma situação financeira terrível. Em 29 de abril de 2013, o post deste OCE teve um título muito sugestivo – São Paulo paga um Ganso por ano para bancos.
Em 2016, a estimativa é que o clube tenha pago mais de 35 milhões de reais em juros. Uma perda imensa que vem se repetindo desde 2009.
Parte da crise e dos problemas do clube tem aqui sua explicação.
Agora, é aguardar o balanço oficial.
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