A competitividade perdida

A competitividade perdida

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Falamos a muito tempo da falta de alma do SPFC, que tem início em 2009 com a soberba característica do JJ e sua trupe que permanece até o hoje. Com o excesso de vitória o JJ entendeu que o SPFC caminharia por si só sem a necessidade de pessoas que gerenciasse essa gigante estrutura formada, como diz a máxima, chegar ao topo é possível, se manter é o difícil.

Saíram os profissionais e como diz o Mac em recente entrevista, não existe mais relação humana no SPFC, fomos cegados pela soberba e hoje o SPFC está isolado em relação aos outros times e principalmente, o SPFC rompeu com sua torcida e não existe maneira (até o momento) desse divórcio ser restaurado.

Quando uniram esse rompimento entre torcida e SPFC e a soberba de dirigentes e profissionais que lá estão, formou um grupo de jogadores que identificamos como sem alma que eu escrevo como sem compromisso com a instituição ou falta de competitividade.

O que quero dizer, a diretoria de futebol do SPFC desde os tempos de Leco e depois Jesus Lopes na VP de futebol se tornou "bobinha" ingênua que aceitava tudo com passividade, mesmo sendo atropelada pela diretoria do Santos e depois estapeada pela do Corinthians e caminha a passos largos pra virar saco de pancada do Palmeiras, tudo por conta da soberba de ter vencido os três brasileiros seguidos e pelo envolvimento político do seu líder o JJ que estava preocupado em mostrar ao mundo como o SPFC era rico nas estruturas pouco se lixando com as pessoas que o fizeram grande.

Se num primeiro momento os elencos formados desde 2009 não sentia tanto essa ingenuidade a conta chegou em 2013 num momento tenso que culminou na chegada do Muricy e a salvação do SPFC de uma segunda divisão, mas o que poderia ser o resgate de uma qualidade perdida por conta da soberba, piorou com muito mais violência e ódio com a chegada do Aidar ao poder e suas provocações ofensivas que gerou uma maior união entre os rivais pra combater e enterrar de uma vez a arrogância de um SPFC que não consegue mais ser humilde, ouvir a torcida e corresponder na montagem de um elenco capaz de reagir quando enfrenta um momento adverso como estamos enfrentando.

O final de 2014 depois de toda crise política o SPFC sofre uma humilhação de um 6x1 muito doída pela torcida mas absolutamente nada afetada na soberba diretoria de futebol e presidência, que tratou aquilo como um acidente e aquilo não refletiu no SPFC como deveria refletir em qualquer time de futebol mundial, uma passividade nunca vista em um clube de futebol, ninguém caiu, ninguém se revoltou, ninguém bateu na mesa e dispensou 70% do grupo, tudo foi tratado com desdém e arrogância como se aquilo tivesse acontecido com alguém não com o SPFC.

O SPFC de hoje é formado por um elenco sem competitividade, e o que seria isso: em qualquer ambiente de trabalho existem pessoas que são altamente competitivas e outras passivas e aceitam com mais tranquilidade a derrota, pra entender, isso não significa que uma pessoa é melhor que a outra só com a diferença de que a pessoa competitiva entende que a derrota é algo inaceitável que é culpa total dela e das pessoas em sua volta, enquanto a pessoa não competitiva, entende que a derrota é mérito de outro grupo que soube se aproveitar melhor a oportunidade que foi dada. Na prática, um ambiente de trabalho precisa balancear essa equação, pra que uma altamente competitiva não encontre apenas nos outros a culpa da sua derrota e as não competitivas não caia no erro que só as outras pessoas são mais bem preparadas que ela e só a outra merecedora de tudo, e é esse grupo em sua maioria que compõe o SPFC de hoje.

Desde a diretoria de futebol até os jogadores, são formados em sua maioria por pessoas sem competitividade, quando vc vê uma entrevista do Thiago Mendes e vê uma entrevista do Maicon fica muito claro o que quero dizer. Thiago Mendes fala que não caiu a ficha (ainda) da Libertadores e que o SPFC está perto da segundona, já Maicon se mostra inconformado do SPFC não estar lutando pela liderança e não se conforma estar perto da segundona, já Rodrigo Caio da entrevista dizendo que o grupo precisa dar algo mais pelo SPFC, enquanto Wesley demonstra em campo que está tudo sendo feito conforme o planejado, ou seja o SPFC carece de personalidade forte em determinados setores como no ataque e de uma tranquilidade em determinados momentos que tem o resultado na mão, como o gol sofrido contra o Sport, foi puro desespero.

O exemplo mais claro que aconteceu com o SPFC, foi em 2013 com o Boi Bandido. Com uma técnica limitada sobrava competitividade pro cara que chegou a dar uma voadora no Muricy, esses jogadores não existem no SPFC desde 2014. Os estrangeiros que atuam no ataque do SPFC podem até ter essa característica, mas claramente estão inibidos pela maioria do grupo que é composto por jogadores conformados com sua inferioridade colocando pro rival toda a competência que lhe falta.

Enfim, pelas declarações do MAC, ele já identificou essa diferença do elenco e tenta, na base da conversa, que é o que se pode fazer de imediato, e do trabalho encontrar no grupo a competitividade escondida da maioria do elenco e principalmente fazer com que aqueles que por natureza seja competitivo como os gringos parece ter, que aflore nesse momento tenso que passamos.

Reparem que não escrevi sobre o técnico, que pelas suas limitações físicas não pode ter essa competitividade e com isso não consegue dar exemplo pro elenco que eles tem de explodir em emoção e arriscar tudo na busca dessa competitividade.

Hoje será o jogo contra o Santos, o clube que quando enfrentamos somos os mais conformados em derrota, talvez por não parecer um rival direto como é com os outros rivais da capital, hoje se desenha um massacre por parte do Santos contra nós, se o time se ensandecer, tenho certeza que mudarão essa máxima, mas sinceramente não consigo confiar, só torcer.

Abs

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