O São Paulo iniciou a Copa do Mundo de 2026 com a expectativa de ver Damián Bobadilla ganhar protagonismo pelo Paraguai, aumentar sua valorização e atrair propostas importantes na próxima janela de transferências. Porém, o roteiro tomou um caminho completamente diferente.
Depois de um início traumático, marcado por um gol contra logo na estreia diante dos Estados Unidos e pela substituição ainda no intervalo da partida, o volante perdeu espaço na equipe comandada por Gustavo Alfaro e viu suas chances de negociação diminuírem consideravelmente.
Gol contra mudou a trajetória de Bobadilla
A Copa começou da pior maneira possível para o camisa 16 do São Paulo. Aos primeiros minutos da estreia do Paraguai, Bobadilla desviou a bola contra o próprio patrimônio e abriu o placar para os norte-americanos.
O lance repercutiu internacionalmente, gerou críticas da torcida paraguaia e acabou influenciando diretamente sua situação dentro da seleção.
Volante perdeu a titularidade
Após o desempenho na primeira rodada, Bobadilla deixou de ser titular do Paraguai. Nas partidas seguintes, passou a entrar apenas durante o segundo tempo e não conseguiu repetir as boas atuações que vinha apresentando nas Eliminatórias.
Mesmo com a classificação da seleção paraguaia para a fase eliminatória, a tendência é que o volante continue como opção no banco de reservas caso não haja uma mudança de cenário nos próximos jogos.
São Paulo esperava valorização no mercado
Internamente, a participação de Bobadilla na Copa do Mundo era vista como uma oportunidade para aumentar seu valor de mercado. Uma campanha de destaque poderia despertar o interesse de clubes europeus e facilitar uma negociação nesta janela de transferências.
Com a perda de espaço na seleção, esse cenário ficou mais complicado. Embora o jogador continue jovem e com potencial, a exposição negativa no principal torneio do futebol mundial reduz o impacto esportivo que o São Paulo esperava aproveitar durante o mercado.
Futuro ainda está em aberto
Isso não significa que Bobadilla esteja fora do radar de clubes estrangeiros. Aos 24 anos, o volante segue sendo um atleta com mercado, principalmente pela idade, pela experiência internacional e pelo desempenho apresentado com a camisa do São Paulo nas últimas temporadas.
Uma boa reta final de Copa, caso volte a ganhar minutos, ainda pode mudar esse panorama. Caso contrário, a tendência é que o Tricolor mantenha o jogador no elenco para a sequência do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-Americana.
Paraguai ainda terá chance no mata-mata
Apesar da Copa abaixo do esperado para Bobadilla, o Paraguai garantiu vaga nos 16 avos de final como um dos melhores terceiros colocados. A classificação mantém viva a chance de o volante do São Paulo ganhar novos minutos no mata-mata e tentar recuperar parte da valorização perdida durante a fase de grupos.
O que muda para o São Paulo
A diretoria acompanha atentamente o desempenho de Bobadilla no Mundial. O clube esperava que a competição servisse como vitrine para uma venda importante, mas, até aqui, o efeito foi justamente o contrário.
Se o volante não recuperar espaço na seleção paraguaia, o São Paulo poderá adiar uma eventual negociação e contar com o jogador por mais tempo, fortalecendo o elenco de Dorival Júnior no segundo semestre.