Se metade do que está escrito aqui for verdade...
Segue um texto publicado por Cosme Rimoli no portal r7esportes.
Sinceramente, eu não conheço esse Cosme Rimoli.
Por isso que, a priori, me traz a sensação de ele ser imparcial, mas posso estar enganado.
Se, no entanto, metade do que foi escrito for verdade, tenho a humilde opinião que o Aidar tem que VAZAR do SPFC, sendo a cara e a personalidade deste caminho ao fundo do poço que estamos percorrendo.
"Outro soco no rosto de Carlos Miguel Aidar. Desta vez verbal. Juan Carlos Osório acaba de se despedir de sua desventura no São Paulo. Depois de demonstrar sua fúria, por se sentir sabotado, enganado pelo presidente do clube que o tirou da Colômbia e o trouxe ao Brasil, voltou a ser justificar o apelido de Lorde. Fez questão de se despedir de todos. Principalmente do demitido vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro. Mandou seu tapa de pelica em Aidar ao omitir de maneira garbosa seu nome da despedida.
"Agradeço à comissão técnica e o pessoal do apoio, roupeiros, massagistas e cortador de grama. Também o doutor Ataíde, pelo apoio incondicional, do início ao fim em nossa gestão, e também para Milton Cruz, por sua amizade verdadeira dentro e fora do campo. Um homem do futebol e para o futebol.
Agradeço os nossos atletas pelo seu profissionalismo e credibilidade no nosso trabalho, confiança e aceitação à novas ideias de treinamento. Minha esposa e filhos pelo suporte incondicional.
E também agradeço aos que são parte do São Paulo e esqueci de mencionar por sua contribuição. Ofereço desculpas àqueles ligados ao São Paulo por ter adiado a minha decisão e aos que ofendi com alguma opinião. A partir de agora, inicio a busca com o México de uma vaga no próximo Mundial."
Osório sabe que não teve ''''apoio incondicional'''' de Aidar muito pelo contrário. Desde o início. Agora que já se desligou do São Paulo, as histórias aparecem.
E está mais do que evidente que Aidar nunca comprou seu projeto de remodelar o futebol do São Paulo. Soube o quanto o presidente não queria mais Muricy. O considerava muito ligado a Juvenal. Apenas o suportava por causa de sua história vitoriosa no Morumbi. Com a operação de diverticulite, o dirigente ficou livre para buscar o estrangeiro dos seus sonhos. Alejandro Sabella, vice campeão da Copa de 2014 com a Argentina. Conversou, esperou, insistiu. Nada. O argentino não quis.Depois o presidente mudou de ideia. Insistiu com um treinador nacional que tivesse a mesma filosofia que ele. E Aidar tentou Vanderlei Luxemburgo. A diretoria do Flamengo não liberou. Depois conversou com o português José Peseiro. Ele foi auxiliar do compatriota Carlos Queiroz no Real Madrid. Passou pela Grécia, Arábia, Romênia, Emirados Árabes e times portugueses, como Braga e Sporting. Peseiro pediu R$ 500 mil e carta branca para contratar e vender, agir como manager.
Ataíde convenceu Aidar a ouvir os conselhos de Kaká e Rogério Ceni. Se aprofundar no trabalho de um colombiano. Analisaram o currículo e tudo o que Juan Carlos Osório já fez. E o contrataram.
Desde o primeiro contato Osório ficou descontente com Aidar. O presidente não aceitou colocar multa rescisória no seu contrato até dezembro de 2016. Não quis se ver preso ao treinador caso ele fracassasse. O técnico percebeu a desconfiança. E mais, não foi citada a crise financeira, a necessidade de desmanche, venda de jogadores.
Osório ficou convencido que a pessoa que o enganou foi Aidar. Depois houve um episódio que poucos se lembram. Lugano.
"No dia 9 de julho, o Juan Figer me ligou e saímos para tomar um café. O jogador viria para o São Paulo de graça e não iria querer salário. Queria apenas receber os resultados das ações de marketing. Então, fui falar com o Osorio. O técnico me disse que precisava de um zagueiro canhoto e que jogadores como o Lugano já tínhamos. O Ataíde (Gil Guerreiro, vice de futebol) também achou melhor não trazermos um jogador dessa idade (34 anos), até para prestigiar os jovens. Liguei para o Lugano e desejei sorte a ele."O presidente deu essas declarações. Ele entregou para a torcida e imprensa que foi o técnico e Ataíde que não quiseram a volta de um dos grandes ídolos modernos do São Paulo. O time vivia uma situação instável. E o treinador ficou exposto, assim como seu vice de futebol. Osório se sentiu traído.
Não escondeu a decepção ao perceber que, seu salário, R$ 250 mil, era muito abaixo dos treinadores de ponta do país. Ao fechar a transação, Aidar o teria feito entender que seria um dos técnicos mais valorizados do Brasil.
O treinador também percebia a indiferença com que Milton Cruz era tratado pelo presidente. Acreditava que o considerava outro ''''homem de Juvenal'''' no clube. E apenas o tolerava por seu bom trabalho. A falta de consideração, de uma atenção especial ao seu auxiliar o incomoda até hoje. A ponto de querer levá-lo também para o México, depois que a temporada acabar aqui no Brasil.
Aidar também não gostou da maneira com que Osório se ''''rebaixou'''' com Ganso, Michel Bastos, Centurión. Queria que fosse firme com a rebeldia dos jogadores. Estaria a ponto de perder o grupo. Mas o técnico não o ouviu. E disse que recuperaria os atletas e ainda o grupo se aplicaria como nunca. Conseguiu vitórias importantíssimas com Ganso e, principalmente, Alexandre Pato. Aidar nunca reconheceu.
Osório ficou incomodado com um e-mail que recebeu de um membro da diretoria. Ele foi questionado por ''''inventar demais'''' após a derrota para o Ceará na Copa do Brasil, ou seja, forçar seu revezamento. Levou o caso a Ataíde e esperava que Aidar tomasse providência. O presidente nada fez. Percebeu que se perdesse três, quatro partidas seguidas, o presidente o demitiria.A partir daí, Osório já estava sendo sondado pela Seleção Mexicana. Percebeu que não continuaria. Mesmo se não desse certo, sairia do São Paulo. Faria o último gesto nobre. Não trabalharia em outro clube brasileiro. Tanto que abandonou o curso de português. A partir de sua decisão, passou a dar entrevistas em espanhol.
Quando estourou o caso Iago Maidana, ele percebeu a fúria de Ataíde Gil Guerreiro. O vice não tinha conhecimento do que o gerente José Eduardo Chimello o havia comprado depois do Monte Cristo, clube da terceira divisão goiana. Em dois dias, o atleta da Seleção Brasileira de base, se valorizou mais do que o dólar. O Criciúma o vendeu por R$ 800 mil. 48 horas depois, o São Paulo pagava R$ 2,4 milhões aos goianos.
Osório aconselhou a Ataíde se desligar da diretoria. Se separar de Aidar. E tentar ser ele o presidente. Garantiu que tudo seria diferente no São Paulo.
O treinador queria ficar até dezembro para mostrar seu valor ao dirigente. Vencer a Copa do Brasil ou ao menos deixar o São Paulo classificado para a Libertadores. Os dirigentes mexicanos exigiram sua saída imediata.
O técnico procurou ter o menos contato possível com o presidente. Até depois do soco que ele levou de Ataíde. Em compensação, voltou a conversar com o ex-vice. A ele agradeceu e insistiu que deve ser o presidente do São Paulo, enfrentar Aidar na próxima eleição.E hoje no CCT da Barra Funda, Osório só deu a sua última elegante estocada.
Quando se despediu do Atlético Nacional, ele chorou, emocionado, saudoso.
As lágrimas foram premonitórias sobre o quanto sofreria no Morumbi.
Ao abandonar o São Paulo sua sensação é muito diferente.
Sente alívio, decepção pelo que não pôde fazer.
Arrependimento.
E mágoa por ter acreditado no presidente.
Tratou de mostrá-la de forma sutil, porém contundente.
Para alguém vaidoso, a palavra que mais adora ouvir é o seu próprio nome.
Osório não deu esse gostinho na despedida de sua desventura no São Paulo.
Foi a maneira de dizer.
Não tem nada a agradecer a Carlos Miguel Aidar...
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