História do SP mostra q qdo temos presidentes q inovam e ousam, nos tornamos soberano - Por Airnani
Publicado por: airnani.wordpress.com
Nas últimas décadas, o São Paulo sempre passou por momentos instáveis, até encontrar o rumo.
E o rumo veio sempre com presidentes advogados, que inovaram, ousaram, planejaram, deram tempo para profissionais, revelaram jogadores, investiram no começo e tiveram retorno no final e fizeram o São Paulo ser "diferente".
"Diferente" porque o São Paulo foi sempre o primeiro a sair da inércia do futebol brasileiro e paulista e sempre quebrou paradigmas. E "diferente", porque mostrou que presidente bom não é o que entende mais de futebol, mas sim aquele que se cerca de profissionais que entendem bem de futebol.
Enfim, confesso que era muito pequeno quando o São Paulo, presidido pelo Advogado Henry Aidar (pai do presidente Aidar), tirou o técnico do então bi-campeão brasieiro, Rubens Minelli, investiu em um jovem uruguaio chamado Dario Pereyra e ganhou o primeiro título brasileiro em 1977.
ERA CARLOS MIGUEL AIDAR - 1a PARTE
Em 1984, o São Paulo começou uma nova era, comandada por um jovem presidente advogado chamado Carlos Miguel Aidar, que teve a coragem de inovar e trazer um técnico desconhecido chamado "Cilinho".
Fez um planejamento a médio e longo prazo, dando tempo ao jovem Careca que vinha do Guarani (e que em seu início teve contusões), investiu na contratação do "Rei de Roma" Falcão (inovando para formar um "pool" de empresas para custear a vinda do craque), trocou jogadores importantes como Zé Sérgio e Humberto por um jovem chamado Pita, e revelou jogadores como Muller, Silas, SIdney, que foram apelidados de "Menudos do Tricolor".
Fomos SOBERANOS, e ganhamos o Paulista de 85 e 87 e o Brasileiro de 86.
E tivemos um retorno bem acima dos investimentos com a venda de Careca para o Napoli, Muller para o Torino e Silas para Sampdoria.
Em 87, após a saída de Careca, fizemos a maior contratação entre clubes brasileiros, trazendo um jovem promissor chamado Raí.
De 88 a 90, tivemos um presidente advogado chamado Juvenal Juvencio, que apesar de pegar o clube com o caixa cheio depois das vendas de Careca, Silas e Muller, fez apostas que não deram certas. Um exemplo, foi a contratação de Bobo, a maior transação da época, por exorbitantes US$1 milhão (o mesmo valor que vendemos Pita para o Racing da França). E apostamos em centroavantes como Ney Bala e Eliel, e perdemos o Brasileiro de 1989 para o Vasco.
ERA JOSÉ EDUARDO PIMENTA MESQUITA
Em 1990, o São Paulo começou uma nova era, comandada por um presidente advogado chamado José Eduardo Pimenta Mesquita, que assumiu um time que havia tido um desempenho pífio no Campeonato Paulista (ainda com JJ), e estava na zona intermediária do Brasileiro.
Ousou em apostar no técnico Tele Santana, que era chamado de pé frio, pois seu único título brasileiro tinha acontecido em 1971 pelo Atlético-MG, e tinha perdido as Copas de 82 e 86, com craques como Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico.
Investiu para repatriar Muller, ousou em trocar lateral da seleção Nelsinho por um jovem lateral chamado Leonardo.
Fomos vice em 1990, quando Tele pegou o time na zona intermediária e levou a final perdendo para o Corinthians de Neto.
Raí que era banco, quando Tele chegou, virou o líder em campo, e junto com Muller e Ricardo Rocha, comandaram jovens como o lateral Leonardo, e jogadores que subiram da base como Cafú, Antonio Carlos e Elivelton.
Na gestão de Pimenta, Muricy foi promovido das categorias de base para ser auxiliar de Tele, e prepará-lo para um dia substitui-lo.
Fomos SOBERANOS e iniciamos uma Hegemonia, ganhando o título Brasileiro e Paulista em 1991, a Libertadores e Mundial de 1992 e 1993, e em torneios na Europa goleamos times como Real Madrid e Barcelona (que vencemos no mundial de 92, e que tinha um volante chamado Guardiola que se encantou por aquele time).
Em 1994, um time de garotos vindo da base, comandados pelo Auxiliar Técnico Muricy Ramalho, como Rogerio Ceni, Sergio Baresi, Bordon, Mona, Pereira, Denilson (hoje comentarista da Band), Caio Ribeiro (hoje comentarista da Globo), Catê e dois jogadores que vinham de times do interior como Juninho Paulista (Ituano) e centroavante Guilherme (Marilia), conquistou o título da Conmebol (que hoje se chama Sulamericana).
Ainda em 1994, fomos vice-campeões da Libertadores, mas a grande façanha foi ter eliminado o Palmeiras/Parmalat, que tinham os "TRAÍRAS" Cafú e Antonio Carlos, além de Cleber, Roberto Carlos, Cesar Sampaio, Mazinho, Rincon, Zinho, Edilson, Edmundo e Evair.
O retorno do investimento veio nas vendas de Raí, Cafú, Antonio Carlos, Leonardo, Guilherme, Caio Ribeiro, Denilson, Juninho Paulista, Bordon, Ivan Rocha, Ricardo Rocha, Pintado e Ronaldão (nem todos vendidos na gestão de Pimenta, mas todos formados em sua gestão).
Durante a gestão de José Eduardo Pimenta Mesquita, um opositor feroz chamado Juvenal Juvencio, começou a tumultuar o ambiente do clube, acusando o então presidente de cobrar propina na venda de Mario Tilico ao Logrones (que nunca ficou provado). O então presidente, aceitou um cargo na prefeitura, e saiu do clube antes do término de seu mandato.
De 1994 a 2002, o ambiente político do São Paulo ficou tumultuado, e vimos nossos rivais conquistando títulos, enquanto brigávamos internamente. Teve episódio dos amortecedores do Morumbi, a venda de Denilson ao Betis (maior transação do futebol mundial).
ERA MARCELO PORTUGAL GOUVEA
Em 2002, começou a era Marcelo Portugal Gouvea, que apostou em jovens revelados na base (uma das melhores safras da história), como Kaka, Julio Baptista, Kleber Gladiador, DIego Tardelli, Fabio Simplício, Gabriel (LD), Fabio Santos, Rico.
Ousou e investiu em bancar a dupla Rojas e Milton Cruz, que levou o time de volta à Libertadores depois de 10 anos!
Em 2004, ousou, inovou, quebrou paradigmas, fez um planejamento a longo prazo, apostando em jogadores com passe livre que vinham sem custos ao São Paulo, e apostou em um técnico que tinha feito a melhor campanha do segundo turno do brasileiro de 2003, tirando o time da zona de rebaixamento, chamado Cuca.
Com ele vieram Grafite, Danilo, Josué, Fabão, e jogadores em final de contrato como Cicinho, Junior, que se juntaram a Rogerio Ceni, Luis Fabiano, Lugano, Souza, e promessas da base como Gabriel, Edcarlos, Fabio Santos, Ale, Renan e Diego Tardelli.
O time que não disputava uma Libertadores desde 1994, chegou as semi-finais, sendo eliminada pelo Once Caldas, que foi o campeao daquele ano.
Em 2005, mantivemos a base, fizemos caixa com a venda de Luis Fabiano, e trouxemos MIneiro.
No meio da Libertadores tivemos a contusão de Grafite (o principal atacante da equipe), e MPG foi buscar Amoroso, que refez a parceria do Guarani com Luizão!
Fomos SOBERANOS, E o São Paulo foi campeão Paulista e campeão da Libertadores e Mundial em 2005 ( e formou a base para o tricampeonato de 2006-2007-2008), fez caixa vendendo Denilson, Grafite, Fabio Santos, Cicinho e perdeu alguns jogadores como Amoroso e Luizão.
Perdeu o técnico Paulo Autuori, e depois de várias tentativas, finalmente trouxe de volta Muricy Ramalho.
Ele saiu do São Paulo com o time classificado para segunda fase da Libertadores.
ERA JUVENAL JUVENCIO - 1o MANDATO
Em 2006, começou o primeiro mandato, e ele teve méritos de manter o Supervisor de Futebol MAC, a comissão técnica de Muricy, Milton Cruz, Carlinhos Neves, e os fisiologistas Turíbio Leite e Luiz Rosan.
O São Paulo venceu 3 brasileiros seguidos em 2006-2007-2008.
Mas,depois da eliminação da Libertadores de 2007, Juvenal Juvencio começou a tentar colocar a sua cara no São Paulo.
Em 2008, o São Paulo fez caixa vendendo Breno, Alex Silva, Leandro, Souza e Aloísio.
ERA JUVENAL JUVENCIO - 2o MANDATO (QUE PASSOU A SER DE 3 ANOS) E VIRAMOS UM CLUBE NORMAL
Em 2008, fez uma avaliação da eliminação precoce de 2007, não percebendo que o clube havia perdido jogadores importantes como Lugano, Cicinho, Mineiro Josué, Danilo, achou que o time não tinha raça, que não sabia jogar mata-mata e trouxe jogadores BAD BOYs, indisciplinados, confundido raça com rebeldia.
Trouxe esses jogadores por empréstimos curtos, e vieram Adriano Imperador, Carlos Alberto e Fabio Santos (Volante).
Alguns jogadores do elenco como Hugo, que havia sido importante na conquista de 2007, não gostaram. E começou a era dos afastamentos. Hugo foi afastado.
Perdemos a Libertadores, perdemos jogadores, mas, com alma que JJ achava que o time não tinha, e sem os BAD BOYS, o São Paulo tirou uma vantagem de 11 pontos que tinha o Gremio no final do primeiro turno e fomos tri-campeão brasileiro.
Hugo foi convencido a Muricy para retornar e foi importantíssimo.
Depois da perda da Libertadores de 2009 para o Fluminense, JJ demitiu Muricy Ramalho.
E resolveu apostar em jogadores do time que nos eliminou em e trouxe Junior Cesar, Arouca e Washigton.
Jogadores como Borges e Hugo não gostaram.
Mas, acertou em trazer Ricardo Gomes, indicado por Marco Aurelio Cunha.
Apesar de baixas importantes, como Hernanes, Andre Dias, Jorge Wagner, deixarmos Hugo, Borges e Richarlyson ir embora, mas chegamos a semi-finais da Libertadores em 2010.
O óbvio seria manter o técnico, manter a base que estaria mais madura, reforçar pontualmente o time, para ficarmos mais fortes em 2011.
Fizemos uma troca estranha, mandando um volante promissor que poderia substituir Hernanes chamado Arouca, em troca de um volante com idade avançada chamado Rodrigo Souto. Investimos pesado para trazer Cleber Santana, Fernandão, trouxemos por empréstimos jogadores que estavam tendo problemas disciplinares como Cicinho e Alex Silva, e apostas como Leo Lima, Carlinhos Paraíba, o veterano Marcelinho Paraíba, e jogadores de empresários como Fernandinho e Xandão.
Depois disso, todos já sabem. Perdemos Jean, Marlos, jovens que precisavam de tempo para amadurecer, assim como foi Careca, Raí e Lugano.
Trouxemos uma infinidade de jogadores de Uram, contratações caras, que foram depreciadas em menos de 1 ano.
JUVENAL JUVENCIO - 3o MANDATO.
MAC, que era favor da manutenção de Muricy e Ricardo Gomes, não foi ouvido, cansou e pediu demissão.
Depois, JJ demitiu funcionários que estavam há muito tempo no São Paulo como Turíbio de Barros Leite, Luiz Rosan e Carlinhos Neves.
Trouxe o diretor de Marketing, Adalberto Baptista, e aí começamos a ser não um time normal, mas um clube com mentalidade de time pequeno.
Trocamos inúmeras vezes de técnico, fizemos inúmeras listas de dispensa, contratamos jogadores de empresário, não valorizamos jogadores da base, e passamos a contratar jogadores para ganhar a Copa São Paulo, ao invés de apostar naqueles que investimos anos em sua educação e formação.
Em 2013, demos uma "volta ao mundo" em 15 dias, trocamos 3 vezes de técnico, e ficamos por várias rodadas na zona de rebaixamento.
Em 2014, ainda com Juvenal, perdemos nas oitavas de final para a Penapolense em pleno Morumbi.
ERA AIDAR - O RETORNO
Aidar começou 2014, assustado com a situação financeira do clube (R$130 milhões de dívidas) e com a cota de Televisão de R$50 milhões antecipada ainda na gestão de JJ.
Ficou indignado, quando vendemos o jovem Lucas Evangelista, que o São Paulo ficou com uma parte muito pequena. E decidiu que Cotia precisava de reformulação.
Pegou o clube no meio da temporada, e disse que a partir daquele momento, iria dividir as contratações com Ataíde, Gustavo, Muricy e Milton.
Iniciou uma reformulação e fez um planejamento a curto, médio e longo prazo.
Deixamos de trazer jogadores em atacado e de empresários, para investir em contratações pontuais como Alan Kardec, Michel Bastos, Kaka, e o clube chegou ao vice-campeonato brasileiro.
Definiu metas para subir e dar oportunidade a jogadores da base, e em 2015, o elenco tem Auro, Ewandro, Boschilla, João Paulo, Matheus Reis, Lucão, Leo e Lucas Perri.
Quando Muricy Ramalho saiu, definiu o perfil do treinador, e depois de um processo seletivo, jamais visto no futebol brasileiro, trouxe um técnico exatamente de acordo com o perfil desenhado, com conhecimento científico, respeitado e respeitoso.
Apesar de uma oposição fortíssima de JJ, assim como foi José Eduardo Pimenta Mesquita, começamos também com um vice-campeonato brasileiro.
E Aidar deu fim a inércia do futebol brasileiro, quebrou paradigma de não dar oportunidade de um técnico estrangeiro, que é teórico, acadêmico e com conhecimentos científicos.
Acho que estamos no começo de uma nova era de hegemonia no futebol nacional.
Assim como na década de 80, quando o futebol brasileiro perdia jogadores para o futebol italiano como Zico, Sócrates, Falcão, Cerezzo, e o futebol brasileiro entrava em uma decadência, e revolucionamos o futebol revelando jogadores, repatriando Falcão e lideramos os clubes para reformatar o campeonato Brasileiro.
Assim como foi no início de 90, quando apostamos na manutenção de um técnico e uma comissão técnica com conhecimentos científicos como Moraci Santana e Turíbio, revelamos jogadores, repatriamos Muller e fizemos o Brasil dar importância para a Copa Libertadores da América.
Assim como em 2003, quando revelamos jogadores, criamos o REFFIS (que foi copiado por todos os clubes), e trouxemos profissionais com conhecimentos científicos como Luiz Rosan e inovamos trazendo jogadores em custos, entendendo o fim do "passe", além de criar um modelo sem necessidade de parceiros que quando saiam deixavam os clubes péssimos como foi o caso de Palmeiras Parmalat, Corinthians Hick Mulse e Santos ISL.
A história mostra que quando o futebol vivencia uma crise, quando Flamengo, Corinthians e demais clubes, passam por dificuldades financeiras, e o Palmeiras ensaia retomar o crescimento, o São Paulo volta com tudo e se torna hegemônico e SOBERANO por alguns anos!
Que desta vez, não deixemos a OPOSIÇÃO, liderada por Juvenal Juvencio tumultuar o clima político e atrapalhar, para que continuemos na vanguarda do Futebol por décadas sem interrupção.
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