[Texto Longo] As duas faces de Juvenal Juvêncio!

[Texto Longo] As duas faces de Juvenal Juvêncio!

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Antes de mais nada, queria dizer que o que vou compartilhar é um trecho de um texto lançado na revista ESPN, datada de 15/01/2013. Não sei se na época alguém postou aqui, mas eu mesmo só achei agora, pesquisando a vida do velho pinguço e tenho certeza que outros também não viram. Segue o Link da matéria completa: http://www.espn.com.br/noticia/303510_as-duas-faces-de-juvenal-juvencio

O presidente, que adora dizer-se um entendido em futebol e que vibra com a prática política, se dedica
atualmente a estender seu poder no clube mesmo após sua saída. Ele faz de tudo para que em abril de 2014 haja uma chapa única no intrincado sistema eleitoral são-paulino, formada sob sua supervisão. “A arrogância dele chegou a esse ponto, mas não vai conseguir. Há muita gente nova fazendo política no clube, tentando chegar ao Conselho e ele não pode sufocar toda essa gente”, diz Edson Francisco Lapolla, que enfrentou Juvenal na última eleição e teve apenas sete votos. “Muita gente não votou porque achou que estaria legitimando o golpe dele”, completa.

O golpe a que se refere foi a mudança de estatuto patrocinada por Juvenal em 2008, aumentando o mandato do presidente de dois para três anos e permitindo uma nova reeleição. Assim, ele, que tomou posse em 2006, foi reeleito em 2008 e poderá ficar até 2014.

“A eleição está sub judice, ele perdeu na Justiça, mas é tudo lento.Ele continua no poder, mas se tiver que deixar o cargo dois dias antes do final do mandato, eu considerarei como uma vitória pessoal”, diz Lapolla, que afirma não haver cardeais no São Paulo, mas apenas um. “Esquece Leco [Carlos Augusto Barros e Silva>, esquece João Paulo [de Jesus Lopes>. O Juvenal sempre foi o único líder”. Se vingar a chapa única, Juvenal, segundo Lapolla, procurará alguém de seu núcleo duro para ser o candidato. “Essa conversa de Rogério Ceni ou Adalberto Batista é lenda. Será Leco ou João Paulo.”

Luís Rosan, fisioterapeuta do clube, repete uma frase dita muitas vezes por Juvenal. “A instituição São Paulo não é um clube de esquina. Sofremos muito para construir nosso patrimônio e ele não pode cair nas mãos de um aventureiro”. Quando deseja convencer Juvenal a investir no seu setor, Rosan usa o estilo do dirigente e fala que “a instituição São Paulo” não pode ficar para trás. Ele se sensibiliza.

Rosan pensava em um nome para o novo setor de fisioterapia do clube. Queria algo relativo à palavra “núcleo”. Um dia, estava na Seleção e recebeu um telefonema de Juvenal: “Ele perguntou se eu sabia o que era ‘Refis’. Nem tive tempo de responder e ele falou que era um órgão do governo para socorrer empresas. E que a gente socorreria atletas. Então, sugeriu ‘Reffis’ com dois ‘efes’: Recuperação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica. Não gostei, mas aceitei. Pensei que, quando voltasse a São Paulo, já teria pensado em um nome melhor. Só que ele já havia feito convites e cartazes.”

Hoje, no centro de treinamento de Cotia há um novo Reffis, com 7 mil metros quadrados. E, no Morumbi, há um terceiro, para associados e atletas olímpicos. No total, há aparelhos que custam R$ 10 milhões.
Rosan se entusiasma ao definir Juvenal. “Ele é como JK [Juscelino Kubitschek>. É um centralizador, um tocador de obras, mas também é alguém que pensa à frente. Em dez anos no São Paulo, ele construiu o
Ref fis, Cotia e está reformando o Morumbi.”

Para Willamis de Souza Silva, o Souza, meia que marcou 47 gols em 133 jogos de 2003 a 2008, Juvenal é apenas Jota Jota. Nada de JK. Um dirigente que sabe o que o jogador quer. “O São Paulo nunca pagou bicho menor que o adversário. Um dia, a gente ia enfrentar o Corinthians, que era patrocinado pela Samsung. A gente era da LG. Aí, soubemos que a diretoria deles tinha prometido um bicho maior que o nosso e uma TV de 32 polegadas. Ele falou que ia pagar o dobro e que ia telefonar para o patrocinador, que prometeu uma TV de 45 polegadas. Maior que a deles. Ganhamos, é lógico.”

Em 29 de junho de 2005, O São Paulo jogou contra o River Plate, em Buenos Aires, pelas semifinais da Libertadores. O time viajou com o bicho combinado. Venceu por 3 a 2 e, entre abraços e gritos, Juvenal
entrou no vestiário. Luisão, o centroavante, pegou uma bolsa na mão e chamou Juvenal. “Presidente, estou passando essa bolsa para o senhor. Se jogar para cima, é porque o bicho foi dobrado”. Juvenal arremessou a bolsa. Foi ovacionado.

O dinheiro é pago na hora. Nada de cheque, nada de transferência, dinheiro vivo. “A gente levava até pochete, dava um jeito para não dar na vista, mas o dinheirinho ia direto para casa. Jota Jota sabe do que a gente precisa”, lembra Souza.

Um dia, ele achou que Souza, Fabão e o lateral Junior mereciam um presente. Deu um cavalo para cada um. Manga-larga marchador, de seu haras, o Agropastoril Carolina, em Santa Rosa do Viterbo. Lá, ele tem 60 cavalos. Os mais famosos são os garanhões Grafite de Kakolê, de 11 anos, e Intacto da Nova Geração, de cinco anos. É filho de Maragato LJ, o que permite a Juvenal cobrar R$ 1,5 mil para cada cobertura de seus garanhões.

José Roberto Canassa, conselheiro vitalício que esteve ao lado de Juvenal nos 12 anos de oposição (1990-2002), hoje o vê totalmente re-cluso. “Ele se acha à prova de erros, não ouve ninguém e ficou arrogante. Brigou com a Federação Paulista, com o Corinthians, o Flamengo, o Palmeiras, o Santos, a CBF e a Fifa. Perdeu tudo. O Morumbi ficou fora da Copa, mas ele acha que está tudo bem.”

Carlos Augusto Barros e Silva, vice-presidente do clube, é muito ligado a Juvenal. “Um homem que pensa muito e decide o que vai fazer sem consultar ninguém. Ele comunica o que resolveu e faz com que todos defendam seu ponto de vista.” Mas essa não é a definição de um ditador? “Mas ele é um ditador. É um déspota esclarecido, mas tudo o que faz é para o bem do clube que dirige. Ele é imprescindível para o São Paulo”.

Marco Aurélio Cunha, ex-genro, sempre votou em Juvenal. Mas comandará uma chapa em 2014. “Serei candidato a presidente. Não gosto de falar em arrogância, mas o clube foi sendo tomado por certa soberba nos últimos anos. É preciso restabelecer laços de amizade com os coirmãos”, diz. Para definir Juvenal, Marco Aurélio Cunha é rápido. “É fácil ter uma relação de paixão e ódio com Juvenal. Ele é severo, duro, carismático e muito inteligente. É vigoroso e leal, mas muito desconfiado. Ele não aceita ser enganado e exagera imaginando que estão fazendo isso com ele. Discute as decisões com seu círculo mais próximo, mas as toma sozinho”. Essa não é a definição de um capo, de um chefe da Máfia? “Prefiro dizer que ele é um caubói. Um solitário caubói”.

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