Pra relembrar 2005... Crônica de um Mundial em três cores.

Pra relembrar 2005... Crônica de um Mundial em três cores.

falecomleandro

Eles eram maiores, tinham mais fama, e até se diziam favoritos. Chegou-se a dizer algo parecido com “somos imbatíveis”. A fé, que move montanhas por aí, é especialista em derrubar esse tipo de favoritos; e o time dela não deve ser menosprezado.

O São Paulo chegou ao Japão abraçado por sua torcida e consciente do que podia fazer. História. Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Edcarlos; Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Amoroso e Aloísio. Os incumbidos de escrever outro capítulo de glória no livro do São Paulo Futebol Clube começam o jogo com a dosa certa de nervosismo que se exige nessas situações. Vê-se nos olhos e na expressão de cada um a concentração máxima para o principal momento.

Os primeiros minutos são de igualdade, bolas perdidas e disputas de cabeça no meio campo. O torcedor em Yokohama canta e apoia, o que está no sofá rói as unhas, e aquele que está no trabalho, certamente não está. O Liverpool, como disse o narrador Galvão Bueno, “é uma seleção do mundo”. Há jogadores de dez países e três diferentes continentes. Quando a bola começa a ser bem tratada, eles atacam.

Atacam como atacariam o jogo todo: sem sucesso. O São Paulo está armado de Aloísio. “Na hora que eu dominei eu já vi ele (Mineiro) entrando por trás do “zagueirão” que é alto e eu dei uma de três dedos a la Ronaldo Gaúcho do Paraguai, mas dei e ele foi feliz e fez esse golaço aí”, disse o alagoano são-paulino. Eram já 26 minutos quando Fabão lançou Aloísio da ponta direita ao meio campo. O atacante amortece a bola, ajeita o corpo e faz o lançamento. Que são-paulino não levantou quando Mineiro dominou a bola? Que são-paulino não gritou “Vai, Mineiro!” quando ele entrou na área?

Pois ele entrou na área, esperou Reina se desesperar, e rolou a bola pro fundo do gol. Mansinha e obediente, ela foi. Quem estava em Yokohama, e também quem não estava, vibrou. Os imbatíveis de Liverpool são os Beatles; e os jogadores de vermelho já iam fazendo conta de notar algo assim. Daí pra frente há o tal do bombardeio. Pelo menos assim alguns fizeram questão de classificar o ritmo de jogo do Liverpool, que acuado por Aloísio, Fabão e Mineiro, não tem outra opção senão atacar. Bombardeio? Não se incomode com isso, torcedor tricolor, porque se há um bombardeio, há Rogério Ceni.

Luiz Garcia tenta uma, duas, três vezes... Morientes se esforça, cabeceia... Mas não dá. Gerrard também tenta. Aos 7 minutos de jogo, naquele 18 de dezembro de 2005, o futebol mundial viu o que não mais se verá. É impossível. Gerrard bate falta de maneira majestosa, daquelas que não há como terminar em gol. Não há? Rogério Ceni, imbatível, voa ao ângulo e evita o empate inglês. Sem exageros, é como se o goleiro são-paulino tivesse voado.

O bombardeio não é suficiente e quando Rogério Ceni bate o tiro de meta, ouvem-se o barulho final do apito, e o grito de campeão por todo o mundo. Galvão Bueno, uma vez mais, definia bem a sensação daquele momento. “O mundo é seu, torcedor tricolor!”

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