Para quem critica o Marketing do SPFC

Para quem critica o Marketing do SPFC

EddieManiac

O modelo de marketing que o São Paulo Futebol Clube usa é tido como um dos melhores do Brasil.
Mas como sabemos nada acontece de repente, e o clube precisou de muito trabalho para chegar ao que é hoje em estrutura e poder de marca.
Mas como teve início a estrutura de marketing do clube?
Na década de 1970, o escritório administrativo do São Paulo Futebol Clube saiu da Avenida Ipiranga para ocupar as instalações do Estádio do Morumbi. O anel intermediário do gigante não estava preparado para a recepção, mas aos poucos foi sendo adaptado. Era os primeiros passos de um dos maiores trabalho em território nacional.
Orandi Mura, mais conhecido como Nino, já fazia parte da equipe de profissionais que trabalhava no clube. Inicialmente atuando na contabilidade, aos poucos, ele foi incorporado pelo marketing. Na época, Nino sugeriu ao primeiro diretor de marketing do time, Eloy Simões, abrir o estádio para visitas. Surgiu aí o “Projeto Escola”, atual Morumbi Tour. No início, uma equipe saía convidando as escolas para visitarem o estádio. Alguns diretores escolares perguntavam: visitar o Morumbi para quê? Hoje, o projeto atrai cerca de 500 pessoas por dia vindas do Brasil e do mundo. 
O começo da década de 80 é que se tem início o departamento de marketing do Tricolor, a fim de cuidar  da marca e dos licenciamentos do clube. Atualmente, entre as principais ações do marketing são-paulino estão a divulgação da modalidade esportiva do clube, o fortalecimento da marca, a ampliação do número de torcedores, os patrocínios, as ações sociais e a fidelização.
A diretoria da época percebeu que a imagem e marca do clube estavam sendo usado no mundo inteiro sem o receber nada em troca.
Desde então a diretoria começou a se movimentar para conseguir adquirir um retorno satisfatório.
Em 1981, com a “Le Coq Esportif” o São Paulo estampa o seu fornecedor de material esportivo na camisa. Em 2006, a “Reebok” fez seu primeiro contrato de patrocínio com o São Paulo que perduraria até 2008. Porem ainda em 2007 renovou seu contrato até 2010, no valor de 15 milhões de reais por ano. Sendo que o valor total, incluindo royalties, luvas e prêmios, chega aos 21 milhões anuais, sendo 18 milhões em dinheiro, o que é o maior contrato de materiais esportivo do Brasil.
Em janeiro de 1982, o Conselho Nacional de Desportos passou a permitir patrocínio em camisas de clubes de futebol, porém apenas para partidas no exterior. Ainda no mesmo ano, o patrocínio estampado na camisa acabou sendo permitido para jogos em território nacional, dessa maneira o São Paulo ostentou a COFAP como patrocinadora no final do campeonato de 1982.

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