A pausa para a Copa do Mundo trouxe um tempo propício para que os bastidores da eleição presidencial do São Paulo ganhassem destaque. No cenário esportivo atual, o nome de Rogério Caboclo, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), foi mencionado entre os opositores à gestão vigente.
Caboclo, que teve sua presidência entre 2019 e 2021, saiu da CBF após sérias acusações de assédio moral e sexual. Há uma resistência significativa dentro do Conselho Deliberativo do São Paulo, que vê sua possível candidatura como inaceitável, especialmente diante dos recentes episódios que mancharam sua reputação.
Conselheiros têm rotulado a sugestão de sua candidatura como "absurda", refletindo a opinião predominante contra sua participação no pleito. Essa rejeição é fundamentada não apenas nos eventos que culminaram em seu afastamento da CBF, mas também no impacto que isso teria na imagem do clube.
Com o desenrolar da situação, outros nomes, inicialmente cogitados pela oposição, começaram a perder força. Pinotti e Daurio, figuras proeminentes, não devem ser candidatos, sendo que Pinotti teve um papel ativo no impeachment de Julio Casares, ocorrida em janeiro do ano atual.
Como alternativas a Caboclo, Marcelinho e Flávio Marques estão sendo considerados, ambos com influência no Conselho Deliberativo e percebidos como opções mais viáveis. Contudo, para que sua candidatura se consolide, seria essencial que seus nomes ganhassem maior respaldo entre os conselheiros.
Do lado da situação, ainda não há nomes definidos para uma chapa. Harry Massis, atual presidente interino, tem demonstrado resistência a uma eleição no momento, complicando ainda mais o cenário eleitoral no clube.
Com tantas incertezas, o clima deve aquecer no segundo semestre, à medida que se aproximam as datas eleitorais e as conversas sobre novos técnicos e estratégias para a equipe aumentam. A presidência do São Paulo continua a exercer influência significativa sobre a gestão do elenco e o futuro competitivo do clube.